O Dia Mundial da Água, celebrado nesta terça-feira (22), foi marcado por diferentes atividades nas escolas estaduais na capital e no interior. Em comum, os estudantes demonstraram a preocupação com o uso racional da água, este bem de uso comum de todos, mas cada vez mais escasso por conta de fenômenos climáticos, como a seca, ou decorrente de ações humanas, como a poluição dos mananciais.

Em Salvador, a estudante Caroline Nunes, 18 anos, iniciou a mesa de diálogos, no Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, no Bairro da Paz, fazendo um alerta. “A água é nosso patrimônio, sem ela não somos nada. Precisamos economizar e nos conscientizarmos da sua importância”, comentou a aluna, que participou de ação pedagógica sobre a conservação da água, a importância do tratamento e sua relação para o combate do mosquito Aedes Aegypti. O debate reuniu as turmas do 2º e 3º anos do Ensino Médio.

A ação integra o projeto de revitalização do Rio Mangabeira, que corta o Bairro da Paz, desenvolvido pela escola junto com a comunidade. O estudante Anderson de Jesus fala da relação da contaminação do rio com a proliferação do Aedes aegypti. “Eu moro perto do rio e vejo o perigo do Aedes para quem está por perto, porque o rio está poluído e as pessoas também são responsáveis por isso porque jogam lixo lá”, disse Caroline. “As pessoas precisam perceber a importância da água para elas mesmas”, acrescentou o estudante Felipe de Souza.

Mobilização no interior

No interior, os estudantes do Colégio Estadual Maria de Lourdes Lima Pereira, no distrito de Barra do Tarrechil, em Chorrochó, abordaram o tema água durante vários dias, por meio de dança, produção de cartazes, poemas e jogral. Nesta terça (22), a ação culminou em uma passeata pelas ruas da cidade para chamar a atenção da comunidade sobre a conservação dos recursos hídricos.

“Temos que ficar atentos para que as mudanças de atitude aconteçam todos os dias e a escola exerce um papel essencial nesse trabalho de conscientização de que não podemos desperdiçar esse bem precioso”, afirmou Victor Francisco Mota, 16 anos, aluno do 3º ano.

A professora Juçara Trapiá destacou a importância desta iniciativa para a coletividade. “Fizemos um trabalho interessante de conscientização e muito importante para nós, que somos vizinhos ao rio São Francisco e, por isso, observamos de perto as suas águas cada vez mais baixas”.

Já no Colégio Estadual de Ibiajara,  no município de Rio do Pires, estudantes e professores estão trabalhando a temática em sala de aula e se preparam para a apresentação das ações do projeto ‘Água: um bem a ser preservado sob uma visão emergencial e educativa’. Uma série de atividades, como apresentação de poesias, interpretação musical e encenação de peça teatral, está marcada para 1º de abril.

O vice-diretor Licindo Oliveira Filho explica que o objetivo do trabalho é “ampliar a consciência da comunidades escolar e, consequentemente, dos moradores sobre os inúmeros problemas que o mundo atual vem enfrentando com relação à falta de água”.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação