Especialidade da culinária baiana e patrimônio cultural do Brasil, o acarajé ganhou versão mais saudável com o projeto desenvolvido pelas alunas do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Litoral Norte e Agreste Baiano, em Alagoinhas, município situado no nordeste baiano. O ‘Acarajé Funcional’ é um dos 11 projetos da rede estadual levados para a 14ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que termina nesta quinta-feira (17), em São Paulo.

“Nossa intenção é promover uma dieta mais saudável para o público que já consome o acarajé tradicional”, explica a estudante Alania da Silva Santos, 18 anos, do 4º ano do curso técnico em nível médio de Nutrição e Dietética. O produto desenvolvido por ela junto com as colegas Crislani Almeida Copque Pita, 19, e Sarah Santana Souza, 18, utiliza soja. Já o vatapá tem aveia como ingrediente principal.

Segundo Alania, com este acarajé é possível suavizar sintomas da menopausa. “Nosso acarajé ameniza os sintomas da menopausa [porque] a soja contém um alto teor de isoflavonas, substância que age semelhante ao [hormônio] estrogênio”. Quanto à participação na Febrace, a estudante diz que “estou adquirindo muito [conhecimento] com os outros projetos, e a recepção ao nosso projeto tem sido legal. As pessoas ficaram curiosas”.

Zika e chikungunya

O projeto ‘Abordagem das viroses (zika e chikungunya) nas instituições de ensino da cidade de Pojuca’ apresenta tema atual e importante para a sociedade. “O projeto surgiu no contexto em que casos de zika e chicungunya eram recorrentes em Pojuca, [na Região Metropolitana de Salvador – RMS]. Buscamos entender o que as escolas de Pojuca estavam fazendo em seu planejamento para contribuir, significativamente, com a prevenção e a conscientização em relação às doenças”, explica o professor orientador Delmaci Ribeiro.

Desenvolvido no Colégio Estadual Padre João Montez, o projeto envolve a participação das alunas do 9º ano, Laise Conceição de Brito, 13, e Beatriz de Souza Bispo, da mesma idade. Laise ressalta a recepção do público diante do projeto. “Eles ficaram surpresos por não haver nenhum projeto desenvolvido na secretaria de Saúde de São Paulo e nas escolas do município, e por eu ainda ser estudante do ensino fundamental”.

Participação crescente

Maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia do País, a Febrace tem o objetivo de estimular o comprometimento do jovem pelo estudo científico. A participação de projetos da rede estadual de ensino na feira vem aumentando a cada ano, como informa o coordenador da Feira de Ciências e Matemática da Bahia (Feciba), Rogério Lima, que acompanha os estudantes em São Paulo. Em 2015 foram sete projetos. Este ano são 11.

Segundo Rogério, a cada ano os coordenadores das feiras nacionais também ficam surpresos com o crescimento do número de projetos e a qualidade. “Nas reuniões e palestras que participei aqui [na Febrace], a Secretaria da Educação do Estado da Bahia é sempre destacada como exemplo [quanto] ao envolvimento e fomento da educação científica”, afirma.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia