Quem precisa passar por uma calçada degradada percebe a falta que faz um passeio bem estruturado. A dificuldade em driblar buracos e escapar de entulhos induz, muitas vezes, o pedestre a disputar espaço com veículos em algumas ruas de Salvador. Com esta opção surge o risco de acidentes envolvendo pessoas de todas as idades. Para evitar situações indesejáveis como uma queda ou até algo mais grave, obras são realizadas em mais de 12 bairros da capital baiana, com máquinas em ritmo acelerado trabalhando na pavimentação e restauração de calçadas e vias do Centro Antigo.

“Eu levo minhas duas filhas para a escola todos os dias andando e muitas vezes a única opção era andar pela pista mesmo. As calçadas estavam acabadas. Agora o risco diminuiu pelo fato de terem trocado os passeios”, contou a operadora de caixa Joene da Silva, de 27 anos.

As intervenções fazem parte do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, por meio de dois projetos elaborados pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O primeiro é o Requalificação Urbana do Entorno da Arena Fonte Nova, cuja obra em passeios e vias é executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). As atividades estão concentradas na Avenida Castelo Branco, no Vale de Nazaré, mas também acontecem nas avenidas Vasco da Gama e Djalma Dutra, tangenciando o Dique do Tororó. A obra teve início na Avenida Presidente Costa e Silva, no Dique, entre o estádio e a Estação da Lapa.

Já o projeto Pelas Ruas do Centro Antigo tem como meta a melhoria na infraestrutura urbana de 267 ruas da região, formada por 11 bairros. A estimativa é que 77 mil pessoas sejam beneficiadas com passeios e vias requalificadas. A obra conta com investimento de R$ 124 milhões de recursos federais e estaduais. “São dois projetos que ajudam a compor um plano gigantesco, que tem como proposta requalificar e valorizar essa parte da cidade. Tanto o entorno da Arena Fonte Nova como muitos bairros que compõem o centro antigo são cartões postais de Salvador. A melhoria urbana vai ajudar inclusive na atração de turistas para a capital”, explica o titular da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), Maurício Mathias.

Com alguns trechos prontos, a população já colhe frutos de uma infraestrutura moderna e desenvolvida em prol da acessibilidade. Aos poucos as vias deixam de ser obstáculos para idosos e motivo de cautela pelo risco de acidentes. “Durante muito tempo caminhar por algumas calçadas era difícil. Os buracos colocavam as pessoas em risco de quebrar o pé ou tomar uma queda. Hoje muita coisa melhorou aqui no Vale de Nazaré. A gente anda tranquilamente em uma calçada toda arrumadinha”, afirma o aposentado Pedro Chagas, de 70 anos.

Repórter: Leonardo Martins