No dia em que Salvador completa 467 anos, os moradores do bairro da Palestina comemoram o fim do risco de deslizamento de terra na Rua Suécia. Mais de três mil pessoas foram beneficiadas com a entrega, feita pelo governador Rui Costa nesta terça-feira (29), da maior contenção de encosta construída pelo Governo do Estado na atual gestão. A área contida está distribuída em quatro painéis de solo grampeado, abrangendo extensão total de 4,3 mil metros quadrados.

“Pela altura aqui dá para perceber o quanto essas famílias estavam em risco. Agora, mesmo chovendo, elas estão protegidas e podem ter um sono tranqüilo. O investimento foi grande, só nesta etapa foram mais de R$ 6 milhões”, destacou o governador.

A intervenção inclui ainda melhorias na infraestrutura local, com implementação de serviços de drenagem, instalação de tubulação para descida de água, 105 metros de escadaria, 281 metros de passeio e 114 metros de guarda-corpo. As obras fazem parte do Grupo 1 do Programa de Contenção de Encostas de Salvador e foram executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). Ao todo, R$ 6,5 milhões foram investidos.

A dona de casa Jeane Maria Santos, que já morou em duas localidades da Palestina, conviveu durante muito tempo com o medo. As noites de chuva colecionam histórias aterrorizantes, mas tudo já foi superado. “A situação aqui era terrível. Quando a chuva caía, qualquer barulho já deixava todo mundo apreensivo, tanto as pessoas que moravam nas casas de cima, quanto as que moravam aqui embaixo. Hoje já conseguimos colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz”, contou Jeane.

Em um ano de execução, o Programa de Contenção de Encostas de Salvador já entregou 19 encostas a 40 mil moradores, com investimentos de R$ 25 milhões. O programa do Governo vai recuperar 106 regiões diferentes da capital baiana, consideradas de risco alto e muito alto de desabamento e deslizamento de terra. As áreas contempladas foram divididas em quatro grupos. Ao todo, 98 obras de contenção de encostas já são realizadas na capital baiana pelo Governo do Estado. As intervenções utilizam recursos do Ministério das Cidades, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento II (PAC 2).

Repórter: Leonardo Martins

Publicada às 10h40
Atualizada às 13h