O ‘Rodando o Choro’ – projeto inédito de divulgação, formação e valorização do choro como importante gênero musical instrumental da cultura brasileira – começa nesta quinta-feira (17).  As cidades de Serrinha e Feira de Santana recebem as atividades do projeto, que promoverá intercâmbio com integrantes das filarmônicas desses municípios, realizando apresentações musicais gratuitas e atividades de formação. A proposta tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, mecanismo de fomento à cultura gerido pelas secretarias de Cultura do Estado (Secult) e da Fazenda (Sefaz), por meio do edital ‘Agitação Cultural: Dinamização de Espaços Culturais’. 
Realizado pela Multi Planejamento Cultural e pelo Grupo Patuscada, o Rodando o Choro tem início com dois dias de atividades em Serrinha, nesta quinta (17) e sexta-feira (18), em parceria com a Filarmônica 30 de Junho. No primeiro dia, acontece uma apresentação do Grupo Patuscada, às 17h30, excepcionalmente fora da sede da Filarmônica, na Praça Luís Nogueira, divulgando o projeto na cidade e convocando demais músicos a participarem das atividades formativas que vão acontecer ao longo dos meses. 
Já no dia seguinte, às 14h30, acontece a oficina de intercâmbio com os músicos da Filarmônica e demais interessados, oferecendo aos alunos uma aproximação da música a partir dos elementos básicos da tradição do choro. Logo após a oficina, às 17h30, será realizada uma roda de choro aberta também a outros músicos da cidade.
Cada cidade contemplada recebe a visita do projeto cinco vezes, sempre quintas e sextas-feiras, no mesmo formato que será realizado na semana de abertura, na sede das filarmônicas. Os próximos encontros em Serrinha acontecem nos dias 7, 8, 28 e 29 de abril, 19 e 20 de maio, 9 e 10 de junho. O segundo destino do projeto é a cidade de Feira de Santana, onde o início das atividades será no dia 31 de março.

Importância histórica 
As cidades de Serrinha e Feira de Santana foram escolhidas por possuírem bandas filarmônicas centenárias, formato musical que historicamente vem contribuindo para a consolidação do choro no Brasil. “Após o surgimento dos conjuntos de choro por volta de 1870, uma outra forma de expressão do gênero surgiu na virada do século: as bandas civis e militares. Surgida desde o início do séc. XIX, a banda desempenhou um papel importantíssimo na formação dos músicos de choro. A maioria dos músicos de sopro do séc. XIX e XX tiveram sua formação musical inicial nessas bandas”, explica a pesquisadora e flautista do Grupo Patuscada, Elisa Goritzki.
 
Através desses intercâmbios com os artistas locais, o projeto espera levantar repertórios de choros desenvolvidos em Serrinha e Feira de Santana, gerar trocas entre artistas e fortalecer as sedes das filarmônicas como espaços culturais importantes para a formação de jovens talentos e para a democratização do acesso aos bens culturais.  

Fonte: Ascom/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult)