Como parte das comemorações pela passagem dos 467 anos da fundação de Salvador (29/03), o Museu Abelardo Rodrigues, localizado no Pelourinho, promove ações educativas durante todo o mês de março. Rodas de conversas, bate-papos, palestra e uma mostra fazem parte da programação, que terá um paralelo da questão da saúde e higiene, entre a antiga Salvador e a atual, como mote. Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas.
No clima de mobilização que tomou conta da sociedade, uma exposição sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças transmitidas por ele, com maquetes, cartazes, entre outros elementos sobre o tema, pode ser conferida pelos visitantes na Galeria II do Solar Ferrão. A atividade será acompanhada de mediações e rodas de conversa, com a participação de agentes de combate à dengue e da coordenadora do setor de Mobilização e Educação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Gerusa Carneiro.
Também na Galeria II, o público infantil poderá assistir, mediante agendamento, uma peça de teatro do projeto “Xô, xô dengue”, que visa conscientizar as crianças para a prevenção da doença. A programação conta ainda com a palestra “Passagens marcantes da vida de São Francisco Xavier, padroeiro da Cidade de Salvador e composição iconográfica de suas representações”, que acontece no dia do aniversário da cidade, às 16h, e terá como palestrante o padre Danilo Pinto, coordenador da Pastoral da Cultura na Arquidiocese de São Salvador.
A imagem de São Francisco Xavier é uma das peças que compõem a coleção do espaço cultural, conhecido por reunir um importante acervo do Barroco Colonial. O santo foi proclamado padroeiro da cidade em 10 de maio de 1686, quando a capital sofria com a epidemia da febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti. O contexto histórico em que o Santo foi aclamado também será tema de referência para diferentes atividades no equipamento cultural.
De acordo com a coordenadora do local, Osvaldina Cezar, ao promover essas ações, o Museu Abelardo Rodrigues cumpre com seu papel de agente difusor do conhecimento e espaço aberto à reflexão de temas de interesse da comunidade. “Estabelecer diálogos entre o passado e o presente da nossa cidade contribui para ampliar nossa consciência cidadã e, consequentemente, o nosso sentido de pertencimento e de atuantes no processo histórico”, explicou.
O Museu Abelardo Rodrigues integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/Ipac), da Secretaria de Cultura do Estado (Secult).
Fonte: Ascom/Dimus