Até o dia 14 de abril, o projeto ‘Lugar de GigAntes’ realiza oficinas gratuitas de criação de bonecos no Espaço Cultural Alagados, localizado no final de linha do bairro do Uruguai, em Salvador. O espaço é da Secretaria de Cultural do Estado da Bahia (Secult) e o projeto é vencedor do Edital de Patrimônio, administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), com recursos do Fundo de Cultura. A coordenação é da bonequeira e atriz baiana, Alessandra Flores. Mestre em artes cênicas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), formada em teatro pela École Philippe Gaulier, de Londres, Alessandra tem experiência com bonecos gigantes no Kosovo, Bósnia, Croácia e Índia.

“Os editais de patrimônio atendem ampla demanda, desde ações de proteção aos bens imateriais, como manifestações, ofícios e modos do fazer culturais, até obras de restauração, livros, cartilhas, videodocumentários, recuperação de arquivos e educação patrimonial”, relata o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. O Instituto fiscaliza ainda os Editais de Museus, pois administra as principais unidades museais, como Museu de Arte Moderna (MAM), Palacete das Artes e Solar Ferrão. “Os editais permitem que a sociedade, produtores e especialistas participem da política pública cultural de maneira concreta e efetiva”, diz João Carlos.

Dique do Tororó

Nas oficinas, os bonecos são construídos e inspirados em histórias locais, personagens dos bairros, acontecimentos curiosos, antigas lendas urbanas e místicas. O projeto começou no final de fevereiro no Forte de Santo Antônio, edificação originária do século XVII, restaurada e tombada como Patrimônio da Bahia via Ipac. Ao todo, são quatro meses de trabalho. Quem quiser conhecer a iniciativa pode ver o cortejo de bonecos em Alagados no dia 15 de abril, saindo do espaço cultural às 16h, ou aparecer no espaço de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h.

O maestro Fred Dantas e sua oficina de Frevos Dobrados vão acompanhar o cortejo. No dia 17, às 10h, o projeto ‘Encontro de Gigantes’ reunirá todos os bonecos no Dique do Tororó. “A construção dos gigantes só se faz a muitas mãos. Quando convido moradores de faixas etárias distintas a contarem histórias para transformá-las em gigantes, memórias são reavivadas, pessoas se encontram, o sentimento de identidade e de pertencimento se faz presente”, destacou Alessandra.

São Félix e Cachoeira

Na confecção dos bonecos são utilizados vime, papel seda e cola. O projeto irá ainda para o Recôncavo baiano nas comunidades quilombolas do Pilar, em São Félix e Quilombo do Iguape, em Cachoeira. O projeto conta ainda com apoio institucional da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da organização Casa de Barro.

Participam do projeto Cristiano Piton, Danielle Andrade, Fabio Haendel e Paula Carneiro. Mais informações nos telefones (71) 99999.2930, 99272.0745 e 98864.1906, no facebook ‘lugardegigantes’ e via endereço eletrônico lugardegigantes@gmail.com.

Fonte: Ascom/Secult