Originais de poemas escritos por Castro Alves (1847–1871), desenhos do poeta, parentes e amigos, cartas de familiares, cartões postais, estampas, gravuras, pinturas, documentos, fotografias, o diploma de sua matrícula na Faculdade de Direito, além de móveis, objetos e carta de alforria. Esses são alguns dos itens do catálogo ‘Inventário dos Acervos Museológicos do Parque Histórico Castro Alves (PHCA)’, lançado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

A cerimônia que lembrou os 169 anos de nascimento do poeta ocorreu, segunda-feira (14), na antiga fazenda onde Castro Alves nasceu, em Cabaceiras do Paraguaçu, município do Recôncavo Baiano, a 170 quilômetros de Salvador, transformada em museu do Ipac. O órgão também é responsável por outros importantes espaços no estado, como os museus de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), de Arte da Bahia (MAB) e Solar Ferrão.

No evento, houve ainda o lançamento da digitalização de todo o acervo do parque e um concurso de declamação de poesias com participantes de vários municípios. O PHCA fica aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados, as visitas ocorrem das 9h às 14h.

Internet

Em tom bege, o catálogo é ilustrado com sobreposições de manuscritos antigos. Estão catalogadas 452 peças do acervo museológico do Parque Histórico Castro Alves fotografadas e distribuídas em 64 páginas. “Disponibilizamos esse importante acervo para o público com o catálogo que já está na internet. O próximo passo é colocarmos no nosso site a digitalização de todo o acervo”, informou o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. Segundo a titular da Diretoria de Museus (Dimus) do Instituto do Patrimônio, Ana Liberato, o público dispõe também de uma biblioteca com 700 títulos.

O catálogo foi viabilizado com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), via Edital Setorial de Museus administrado pelo Ipac, órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Ipac). “O catálogo é uma ação de preservação, valorização e divulgação da memória regional e local através do seu acervo”, afirma a museóloga Cristiane Lipeu, proponente do projeto.

Cada fotografia da publicação é acompanhada por uma legenda com o nome da peça, autoria, data, técnica utilizada, dimensões e coleção pertencente, itens que compõem as categorias de informação. “Esse material é fonte de pesquisa para estudantes e especialistas”, disse Cristiane.

Festivais

No mesmo evento ocorreu a premiação da 15ª edição do Festival de Declamação de Poemas e do 2º Festival Infantil de Declamação. A iniciativa da Dimus/Ipac reuniu pessoas de diversas regiões. “O festival existe para homenagear Castro Alves e incentivar a juventude a usar a poesia”, disse Ana Liberato. Conheça os vencedores das duas premiações no link Dimus.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac)