Agentes culturais do município de Andaraí, na Chapada Diamantina, celebram a aprovação do Projeto de Lei 165/16, que assegura a implantação do Sistema Municipal de Cultura (SMC). Agora, a gestão cultural da cidade passa a ser mais democrática e com ferramentas que permitem a participação efetiva da sociedade civil a partir de ações como a criação do Conselho Municipal de Cultura e a implantação de um Fundo de Cultura.

Grupos culturais e políticos da região participaram, na segunda-feira (21),  da cerimônia de apresentação do Sistema, na Câmara Municipal. O vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, Emílio Tapioca, participou do evento com o objetivo de esclarecer como o poder público municipal precisa gerenciar as políticas culturais a partir de estratégias interligadas com a gestão da Cultura nos âmbitos estadual e nacional.

Tapioca apresentou também os propósitos do Sistema e seus instrumentos de articulação, como o Conselho Municipal de Cultura, as Conferências de Cultura e a necessidade de criação de um Plano de Cultura e do Fundo de Cultura. Ele ressaltou a importância da participação da sociedade na construção dessas ações e reforçou a importância que os futuros conselheiros e conselheiras terão quando o Conselho da cidade estiver organizado.

“O Sistema Municipal de Cultura é uma conquista da sociedade e, particularmente, dos segmentos artísticos e culturais locais. O reconhecimento legal desta política pública há de proporcionar novos horizontes à valorização do patrimônio, ao incentivo e financiamento dos bens e serviços culturais, assegurando maior identidade cultural ao município e seus cidadãos”, afirmou Tapioca, que atua como diretor do Departamento de Cultura de Andaraí.

Da cerimônia também participaram segmentos representativos de manifestações e linguagens culturais de Andaraí, como Reisado, Jarê, Marujada, Terno das Almas, Capoeira NaturArte, Lyra 28 de Abril, Galeria Arte e Memória, AminadasArtes, Vivart, Nuca, além de escritores/poetas, professores e lideranças das comunidades tradicionais e quilombolas da região.


Fonte: Ascom/Conselho Estadual de Cultura da Bahia