Sessenta pessoas em situação de rua, que fazem uso de substância psicoativa e são atendidas pelo Ponto de Cidadania, participam de três cursos profissionalizantes – Serviços gerais, Artesanato e Camareira. As atividades acontecem desta terça-feira (8) até o mês de abril, na sede da Comunidade Cidadania e Vida (Comvida), no Jardim Baiano, e no Centro de Convivência Irmã Dulce, no bairro de Santo Antônio, em Salvador.

A capacitação é oferecida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), em parceria com a Comvida e o Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas (Cetad). “Além de encaminhar os concluintes dos cursos ao mercado de trabalho, por meio dos nossos parceiros, outro objetivo está focado na estratégia de redução de danos, observando o princípio da promoção da autonomia por meio da inserção profissional”, explica o coordenador técnico do Ponto de Cidadania, Gabriel Pamponet.

O Ponto de Cidadania é uma iniciativa da SJDHDS. Segundo a superintendente de Políticas Sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis da secretaria, Denise Tourinho, a exclusão social acaba levando muitas pessoas à situação de rua e ao uso de drogas. De acordo com ela, isso pode ser observado no perfil desse segmento da população, majoritariamente masculina, negra e com baixo nível de escolaridade. “Na contramão disso, ofertar os cursos profissionalizantes é possibilitar novas oportunidades de existência às pessoas em situação de rua que fazem uso de substância psicoativa”.

Acolhimento

O Ponto de Cidadania tem o foco no acolhimento e promoção da saúde e cidadania de pessoas que têm problemas decorrentes do uso de drogas. Instalado em trailer com banheiro, chuveiro e um pequeno escritório na Praça das Mãos (Comércio) e na Sete Portas (comunidade Pela Porco), em Salvador, o projeto oferece kit de higiene à quem é atendido.

Juntamente com equipe do projeto ‘Corra Pra Abraço’ – outra ação da Secretaria de Justiça -, uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais, arte-educadores, advogados, entre outros, circula em busca de aproximação. Os profissionais interagem e constroem vínculos para fazer os primeiros atendimentos e encaminhar as demandas.

Fonte: Ascom/Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS)