Uma vistoria realizada na Igreja Nossa Senhora de Brotas, na manhã desta quinta-feira (28), marcou o início da segunda etapa do restauro do templo. Localizada na Avenida Dom João VI, em Salvador, a igreja foi construída por portugueses em 1714. A restauração é realizada por meio de parceria entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), e o Centro Social Monsenhor Macedo, que congrega a comunidade local.
A igreja é tombada pelo Estado como Bem Cultural da Bahia desde 2009. Participaram da vistoria o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, arquitetos e engenheiros do órgão, além de representantes do centro social. “Na primeira etapa, entre maio e dezembro do ano passado (2015), disponibilizamos operários, técnicos, ferramentas e materiais, como andaimes, além da fiscalização e orientação técnica”, explicou João Carlos. 
Já o centro social investiu recursos arrecadados no valor de R$ 108 mil. Na primeira etapa, a cobertura da capela-mor foi refeita com os parâmetros exigidos ao monumento tombado. “Esta edificação é ícone e referência da região, pois deu nome ao bairro”, disse o diretor do centro social, Paulo Simoni. 
Na segunda etapa serão investidos mais R$ 149 mil do Edital de Patrimônio do Fundo de Cultura, sob supervisão da Secult. Segundo o arquiteto fiscal do Ipac, Carlos Ubiratan, esta etapa será finalizada até junho. “A nave da igreja será reformada, os forros serão substituídos, além de outros serviços como a pintura e restauro artístico”, relatou Ubiratan.

Parcerias 
A igreja de Brotas surgiu a partir da evangelização de uma aldeia indígena por jesuítas. Em 1823, durante a luta pela independência, o prédio foi utilizado pelas tropas, se transformando num quartel. A intervenção na igreja integra o programa de parcerias do Ipac com paróquias, prefeituras municipais e outros agentes. Mais de 20 instituições estaduais já foram contatadas pelo órgão. 

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac)