Com a efetivação do orçamento de R$ 13 milhões para o Canal do Sertão Baiano (CSB), a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) avança nas discussões sobre o empreendimento. O termo aditivo foi assinado, na última semana, pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), determinado o prazo até abril para entrega do anteprojeto.

Na ocasião, foram incluídos mais três objetos ao contrato como o uso de energia alternativa, análises para possíveis parcerias com entes privados e estudos direcionados ao atendimento à população do Baixo Salitre. Em seguida serão elaborados os termos de referência para definição das modelagens jurídica, institucional, financeira e econômica do CSB.

“Queremos desmitificar paradigmas e criar alternativas de uso de água para promover o desenvolvimento da região”, pontuou o titular da SIHS, Cássio Peixoto. Segundo ele, entre as demandas mais importantes do Canal do Serão estão o abastecimento humano, a dessedentação animal, a sustentabilidade das atividades de pecuária, a revitalização dos perímetros irrigados já existentes, a mineração, a piscicultura, as áreas de subsistência e a produção de mudas para recomposição de matas ciliares e nascentes.

Considerado o mais importante projeto de desenvolvimento do estado, o CSB vai beneficiar, com o abastecimento de água, cerca de 70 mil produtores rurais (93% oriundos da agricultura familiar), 25 mil famílias dos Quintais Produtivos, dez mil pessoas nos perímetros irrigados, além de cinco mil piscicultores, em 44 municípios baianos.

O canal vai distribuir água do Rio São Francisco ao longo de 300 quilômetros do semiárido baiano. A área de abrangência envolve ainda as bacias dos rios Itapicuru, Jacuípe, Salitre, Poção, Tatuí, Tourão e Vaza-Barris. A expectativa é que sejam gerados 45 mil empregos na agroindústria e na mineração.

Fonte: Ascom/ Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS)