Em reunião nesta sexta-feira (18), na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Salvador, o secretário estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Cássio Peixoto, debateu com 12 movimentos rurais os critérios que serão utilizados para a implementação da primeira parcela liberada no valor de R$ 5 milhões destinada à implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água em 39 assentamentos no estado.

No total, a iniciativa vai alocar recursos da ordem de R$ 32 milhões, beneficiando mais de quatro mil famílias baianas, conforme convênio assinado entre o Incra o Governo da Bahia. Estiveram presentes ainda no encontro, o superintende regional do Incra, Luiz Gugé Santos Fernandes, o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, e a deputada estadual Fátima Nunes.

Em 2016, a meta, conforme destacou o secretário, é que mais R$ 15 milhões sejam liberados. “O nosso propósito é levar água potável para um total de 22 localidades, a começar por Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Barra e Sítio do Mato. Estão na lista ainda os assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Cariranha [Vale do São Francisco], Malhada e Riacho de Santana [centro sul]”.

Durante a reunião, houve unanimidade sobre importância da ação desenvolvida pela SIHS, que, segundo os líderes dos movimentos, mudará a realidade de milhares de pessoas, em especial no momento de crise hídrica que o País atravessa. A necessidade de se levar a medida para o oeste do estado e o extremo sul também foi pontuada, além da reivindicação de que parte desses recursos seja destinada à elaboração de projetos, “de forma a municiar o Executivo Estadual a brigar por mais verbas em Brasília”, como enfatizou Peixoto.

Ouvindo atentamente a cada proposta, o secretário se comprometeu a analisar todas as demandas e informou que também serão critérios um cadastro disponibilizado pelo Incra e os estudos hidrológicos realizados. Terão prioridades ainda os assentamentos com maior probabilidade de encontrar água de qualidade e quantidade para o consumo humano e que não possuem sistemas.

Segundo o secretário, o objetivo do Governo da Bahia é implantar sistemas simplificados e viabilizar que a gestão de cada um deles seja local, com as chamadas ‘Centrais de Abastecimento’. Elas funcionarão como uma espécie de federação, na qual as comunidades estarão inseridas e os assentados terão também a obrigação da cobrança da tarifa no preço razoável. “Ouvir essas lideranças foi de extrema importância para o sucesso do projeto, para o cumprimento da determinação do governador Rui Costa na universalização da água como linha de prioridade e condição cada vez mais imperativa em sua gestão".

Fonte: Ascom/ Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS)