É durante o período das festas religiosas que acontecem em Salvador – de dezembro a fevereiro – que a fábrica de velas Luz Divina, localizada no Centro Industrial de Aratu (CIA), no município de Simões Filho, na região metropolitana, registra um significativo aumento de mais de 30% em suas vendas. Enquanto conta com o aquecimento das vendas nesta época, a empresa acredita em dias mais tranquilos no próximo ano.

“Com certeza, vamos aumentar a nossa produção neste final de ano por conta das festas. Temos fé que o atual quadro econômico vivido pelo País não demore muito e tudo volte ao normal”, diz a proprietária da empresa, Maria Alice Wenningkamp. A maior fábrica de velas do País, que pertence ao Grupo Guanabara, originário do Paraná, produz 10,8 mil velas/dia na moderna unidade de três mil metros quadrados.

Construída com recursos próprios – um investimento de R$ 3,8 milhões -, a fábrica consome diariamente sete toneladas de parafina da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na produção das velas. A fé e a religiosidade do povo baiano acabam contribuindo para aumentar a produção da empresa nesta época. A Luz Divina é uma das mais modernas fábrica do setor no País e um belo exemplo de empreendedorismo", diz o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda.

A filial do CIA também faz o entabletamento de parafina, além da venda de sabão em pó, ceras líquidas e produtos domissanitários, fabricados pelo grupo na unidade de Curitiba. A campeã no book da empresa é a vela vermelha, de 270 gramas, também conhecida como vela de ‘sete dias, muito consumida por devotos de Santa Bárbara, Iansã no candomblé. “Entre todas as que fabricamos, ela é a nossa top”, enfatiza Alice. Segundo ela, o segredo do sucesso de vendas do produto tem origem na questão religiosa. “A vela de Santa Bárbara tem muita saída. Principalmente, em dezembro, quando acontece a festa em homenagem à santa”.

Os produtos da Luz Divina estão presentes nas prateleiras de atacadistas, supermercados, lojas de bazar e pequenos varejistas da Bahia e região Nordeste. Entre a lista de clientes, grupos do porte da Ebal (Cesta do Povo), Walmart (Bompreço e Todo Dia), Atakarejo, Mercantil Rodrigues, Hiper Ideal, Mix Bahia, Atacadão, Centro Sul, Cerealista Universal e Le Biscuit, entre outros.

Na frente e sem intermediários

“Mesmo com uma grande concorrência no Nordeste, estamos em primeiro lugar na região”, diz Algacir Wenningkamp, irmão de Maria Alice e sócio na fábrica, acrescentando que a maior parte da produção ainda é destinada ao mercado baiano. “Mas estamos crescendo bastante nos outros estados do Nordeste”,

De acordo com ele, um dos motivos que levou o Grupo Guanabara a decidir pela abertura da fábrica na Bahia foi o título de Distribuidor Nacional de Parafina da Petrobras obtido no início da década de 90, junto ao antigo Conselho Nacional de Petróleo (CNP). “Isto foi importante porque eliminou a figura do intermediário na compra de parafina e possibilitou a abertura de novos mercados”.

À época, além da fabricação de velas em Curitiba, o grupo passou a atuar também na distribuição de parafina, comercializando o produto para outras fábricas de menor porte. “Como a maior parte da parafina era procedente da refinaria Landulpho Alves, em Madre de Deus, decidimos abrir a fábrica de velas aqui na Bahia”.

Fonte: Ascom/Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE)