No próximo quadriênio 2016/2019, segundo seu Plano Plurianual (PPA), a Agência de Fomento da Bahia (Desenbahia) pretende financiar um total de R$ 2,89 bilhões. Deste total, cerca de R$ 1,38 bilhão será por meio de carteira própria e repasses e cerca de R$ 1,51 bilhão via Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (Fundese).

Pela carteira própria e repasses, a Desenbahia planejou financiar R$ 68 milhões ao microcrédito; R$ 40 milhões para projetos de inovação; R$ 240 milhões para desenvolvimento urbano via prefeituras municipais e R$ 1,04 bilhão para o sistema produtivo. Pelo Fundese, serão destinados R$ 227 milhões a projetos vinculados ao Programa Vida Melhor; R$ 250 milhões para operações especiais, incluindo PPPs, e R$ 1,04 bilhão ao desenvolvimento econômico.

Durante seis meses, a instituição elaborou o do Planejamento Estratégico e Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio 2016/2019,, um trabalho de equipe que envolveu diretores, gerentes, chefes de unidades, representantes do corpo funcional, secretarias estaduais e entidades representativas da sociedade como Federação das Indústrias do Estado (Fieb), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-BA), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (FCDL-BA), Associação Comercial da Bahia, entre outras.

Ao apresentar o documento final aos empregados, na quinta-feira (10), o presidente da Agência, Otto Alencar Filho, ressaltou o caráter democrático do processo, considerando que a Desenbahia em 2015 obteve ganhos expressivos em sua eficiência operacional, na redução da burocracia e na interiorização do crédito.

Interiorização

O Planejamento Estratégico 2016/2019 definiu uma nova visão empresarial – “tornar-se em quatro anos a melhor agência de fomento do Brasil, orientando-se por direcionadores como sustentabilidade econômica e financeira; democratização e interiorização do crédito; responsabilidade sócio-ambiental; geração de riqueza; fortalecimento da indústria baiana, marcadamente as pequenas e médias, além de apoio aos projetos estruturantes”.

Para fundamentar a importância da democratização e interiorização do crédito, Otto Alencar Filho informou que aproximadamente 77% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia estão concentrados na Região Metropolitana de Salvador. Ele argumentou que, embora a Bahia seja um estado com grande riqueza natural e potencial econômico, vem encontrando dificuldade em mudar o perfil da produção. “É importante apoiar projetos que agreguem valor às comodities e produtos ‘in natura’, de forma que o desenvolvimento ocorra de forma mais igualitária e justa.

Como exemplo, ele citou que, apesar da força do oeste da Bahia, a atual produção do agronegócio nesta região não passa de aproximadamente 2% do PIB da Bahia, daí a importância de apoiar projetos que gerem emprego, renda, mas também riqueza, além de investir em automação, inovação, de forma a agregar mais valor e mudar a matriz econômica do estado.

Ao expor os valores adotados pela Desenbahia, o presidente mencionou ética, profissionalismo, valorização das pessoas, transparência, foco no cliente, compromisso com o desenvolvimento e orientação para resultado. A missão ficou definida como “oferecer soluções técnicas e financeiras para fomentar a economia e melhorar a vida da população baiana.

A estratégia para realizar os objetivos foi resumida em “crescer, diversificar e qualificar a atuação da agência”. Para finalizar a exposição, o presidente agradeceu aos colaboradores envolvidos na construção do novo Planejamento Estratégico e reforçou a importância do engajamento de todos no alcance dos objetivos e metas pactuados.

Fonte: Ascom/Agência de Fomento da Bahia (Desenbahia)