A Secretaria da Educação do Estado criou uma rede internacional de pesquisa ‘Presença Intelectual Africana’, que funcionará a partir de janeiro de 2016 como um grande espaço de discussão, produção e difusão de conhecimento. A iniciativa é um desdobramento do II Seminário Internacional de Herança Intelectual Africana, promovido no início do mês, em Salvador.

A rede congrega, inicialmente, 50 pesquisadores nacionais e estrangeiros, entre eles, pessoas vinculadas às universidades estaduais e federais, membro de movimentos sociais, além de professores e estudantes da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino. Sua estruturação tem por meta romper com a percepção estereotipada das sociedades africanas, dos povos africanos e dos afro-brasileiros ao viabilizar e difundir um novo foco de estudos africanos na Bahia.

De acordo com o coordenador de Políticas da Educação Superior, da secretaria, Flávio Gonçalves. Ele informa que foi estabelecida uma metodologia de trabalho dividida em alguns eixos como comunicação, proposição de novas metodologias, produção e difusão de conhecimento e de conteúdos didáticos. “Vamos agora avançar no sentido da constituição de um canal constante de comunicação entre os integrantes, estabelecendo um fórum de discussões online para que a gente possa planejar os próximos passos e as metas que vamos cumprir entre 2016 e 2018”.

Gonçalves também ressalta que estão sendo discutidas algumas propostas elaboradas pelos membros da rede nos campos da pesquisa, produção de conhecimento, tradução de material de língua inglesa, francesa e portuguesa, para que se democratize e popularize o acesso a produção intelectual africana no Brasil e a produção intelectual brasileira nos países.

Segundo ele, existe a proposta de desenvolver pequenas ações ao longo dos anos que fortaleçam a articulação entre os membros, a exemplo de oficinas, cursos a distância (EaD), palestras e a divulgação de filmes africanos no Brasil como forma de trazer e debater uma imagem da África atual. Além disso, serão feitas traduções de textos de produção africana para serem disponibilizadas no Brasil e de obras brasileiras para serem difundidas no continente africano.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado