O amadurecimento dos trabalhos dos estudantes da rede estadual da Educação Profissional da Bahia – a segunda maior  do País na oferta de cursos técnicos de nível médio, com 75 mil alunos matriculados – é o saldo positivo atestado pelos 289 projetos expostos em estandes temáticos e por Território de Identidade na 3ª Feira de Tecnologias Sociais da Educação Profissional. O evento foi realizado durante o 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, encerrado na sexta-feira (4), na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Kaio Silva, 17 anos, Kelvin Santos, 17, e Jonatas Martins, 16, estudantes do Cetep Baixo Sul, no município de Gandu, são exemplos de que a 3ª Feira de Tecnologias Sociais da Educação Profissional foi um sucesso. “O fato de interagir com pessoas de outras localidades, compartilhar conhecimentos, receber o cuidado dos nossos responsáveis, tudo isso foi uma experiência muito rica”, disse Kaio. Seu colega Kelvin completou: “Este evento me trouxe novos olhares em relação ao conhecimento e ao mundo do trabalho. Tudo que aprendi aqui vou levar para casa, com a certeza de que o conhecimento é a base para tudo”. Jonatas também deu o seu depoimento: “Esta feira foi fundamental para o aperfeiçoamento dos nossos conhecimentos. Todos os projetos me engrandeceram”.

Para o superintendente de Desenvolvimento da Educação Profissional da Bahia, Almerico Lima, os trabalhos trazidos por 600 estudantes e 300 professores da Educação trouxeram, não só a inovação tecnológica, como o aperfeiçoamento de projetos, que podem, inclusive, gerar patentes. “Os projetos estão com o foco cada vez mais nas tecnologias sociais de baixo custo, que beneficiam a sociedade”, afirmou. Ele ressaltou ainda que, dentro da 3ª Feira de Tecnologias Sociais, foi realizado o 4º Encontro da Educação Profissional, que abordou diversos temas importantes, como a inserção do jovem no mundo do trabalho, cujo tema está relacionado aos Programas Primeiro Estágio e Primeiro Emprego, duas das ações do Programa Educar para Transformar, do Governo do Estado, que visam facilitar o acesso de alunos e egressos de escolas públicas ao mundo do trabalho.

“O objetivo do Governo do Estado é inserir 18 mil alunos de cursos técnicos de nível médio ao mundo do trabalho nos próximos dois anos, bem como disponibilizar auxílio financeiro para garantir que estudantes de universidades estaduais consigam concluir o curso de graduação”, destacou Almerico Lima.

Presente no Encontro Estudantil, o presidente de honra do Instituto Paulo Freire, Moacyr Gadot, declarou que a Bahia oferece o que há de melhor em Educação Profissional. “O Estado está dando um exemplo ao Brasil de como deve ser tratada a Educação Profissional. O princípio básico está na integração entre a Educação Profissional e a formação em geral, pois no mundo do trabalho atual, o estudante tem que ser capacitado para ter autonomia e organização do seu ofício. Diria que a grande chave de entendimento está na articulação entre o mundo da cultura e o mundo do trabalho”.