A trajetória dos oito anos do Todos Pela Alfabetização (Topa) pode ser apreciada pelos participantes e visitantes o 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, que acontece até sexta-feira (4), na Arena Fonte Nova, em Salvador, no Memorial do Topa, ‘A arte de Lembrar’. No espaço está exposto o acervo cultural de todas as etapas do programa, com materiais produzidos durante as atividades executadas em sala de aula, artesanatos, os livros utilizados pelos alfabetizadores e os produzidos pelo Topa.

O alfabetizando Reinaldo Santos, 35 anos, da cidade de Ipiaú, no sul do estado, salientou a importância do programa ao enfatizar que antes nunca tinha frequentado uma escola. “Hoje, eu já estou sabendo alguma coisa. Faço meu nome, tirei até identidade. O Topa me ajudou muito”. Maria de Lourdes Silva dos Santos, da cidade de Planaltino, no centro sul, disse estar “adorando estudar o Topa. Agora, já sei ler e escrever. Sei conversar e não estou mais encabulada. Tenho muito a agradecer aos alfabetizadores do programa”.

Para a coordenadora-pedagógica do Topa, Célia Coelho, é importante resgatar essa memória, para mostrar a importância do Topa para a sociedade. “É um resultado grandioso. Uma satisfação enorme, tanto para os alfabetizandos, quanto para a gente. Hoje, podemos ver esse sonho, essa possibilidade de alfabetizar os jovens e adultos, como uma grande realização”.

O Topa é desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado, desde 2007, em parceria com o governo federal, e já possibilitou que mais de 1,3 milhão de jovens acima de 15 anos, adultos e idosos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, fossem alfabetizados, resgatando a sua cidadania.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado