Vinculada à Fundação Pedro Calmon (FPC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), a Casa de Cultura Afrânio Peixoto, localizada em Lençóis, na Chapada Diamantina, em parceria com a prefeitura local, realiza a partir desta segunda-feira (14) uma diversificada programação para celebrar 139 anos do médico, político, professor, escritor baiano e patrono da unidade, nascido em 17 de dezembro de 1876 e falecido em 12 de janeiro de 1947.

Os eventos, gratuitos, acontecem durante cinco dias, com o propósito também de comemorar o aniversário da cidade, que completa 170 anos de emancipação política no próximo dia 18. Nesta segunda, às 18h, a professora especialistas em arquitetura e urbanismo, Liziane Mangili, fará uma roda de conversa no auditório da Casa Afrânio, para falar sobre impactos ambientais em Lençós, do período da década de 70 aos dias atuais.

Na quarta (16), no mesmo horário, a Praça do Rosário será palco da apresentação musical do coral de idosos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), quando será lançado o cineclube em referência ao filme Maria Bonita, de Pola Ribeiro. Mais três eventos marcam a noite de quinta (17) – a inauguração da exposição ‘Bahia, Mistérios e Misturas’, a encenação do texto ‘Miçangas’, escrito por Afrânio, e a apresentação da Lira Filarmônica Popular de Lençóis. Na sexta (18), haverá o cortejo cultural, que sairá da Casa Afrânio em direção ao Coreto da Praça – localizada em frente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), local onde haverá apresentação musical do coral de crianças da cidade.

É também nesse percurso que idosos convidados para participar da programação estarão no Teatro de Arena para contar ao público suas experiências e fatos relacionados à história de Lençóis. No sábado (19), a criançada se divertie com contação de histórias do livro ‘O menino e o Globo’ e de parte dos títulos da coleção infanto-juvenil ‘Eu Vim da Bahia’. Atividades teatrais com a atriz Aícha Marques complementam o evento.

Escritor

Aos 9 anos de idade, Afrânio Peixoto e seus pais saíram da cidade de Salobro, região do município de Canavieiras, no sul da Bahia, onde viveu parte da adolescência. Com 21 anos, ele formou na Faculdade de Medicina da Bahia, onde começou a ter destaque no ramo acadêmico após a elaboração da sua tese de doutorado ‘Epilepsia e Crime’. O artigo repercutiu no Brasil e no exterior.

Em 1902, Afrânio foi para o Rio de Janeiro, onde iniciou intensas atividades no meio cultural, alcançando notoriedade no meio literário. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia de Ciências de Lisboa, da Academia de Letras da Bahia, da Academia Nacional de Medicina, e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

O espaço cultural de dois andares que leva o seu nome foi criada por intermédio do escritor Fernando Sales e preserva um rico acervo bibliográfico, documental e museológico de sua propriedade, doado por sua viúva, além de um vasto acervo sobre Ciências Sociais e História. A casa possui ainda um auditório para conferências, exibição de filmes e oficinas, construído após reforma em 2008. Mais informações estão disponíveis no site da Secult.

Fonte: Ascom/Fundação Pedro Calmon (FPC)