Os números comprovam que os programas de prevenção adotados pelo Planserv – Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais conseguem significativa redução de agravos à saúde dos pacientes atendidos. Em 2009, a assistência registrava 1.711 pacientes pediátricos (0 a 12 anos) em internação; em 2014, este número baixou para 404, numa redução de cerca de 73% nos internamentos.

O bom resultado é creditado à implantação, em 2012, do Programa de Atendimento Ambulatorial Pediátrico, que oferece atendimento complementar e multidisciplinar aos beneficiários. A diminuição das taxas de internação foi sendo registrada gradativamente. Um ano após a criação do programa, as internações já haviam diminuído em cerca de 34%.

“As ações do programa ambulatorial de pediatria visam contribuir para minimizar a utilização de procedimentos e diagnósticos das demandas infantis nos serviços de urgência, emergência e internações”, afirma a coordenadora da área de Prevenção do Planserv, Ângela Nolasco.

O atendimento no programa é realizado por equipe multidisciplinar composta por médicos pediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e nutricionistas, conforme destaca a médica pediatra Sônia Mara da Gama Ribeiro, uma das responsáveis pela implantação do programa. O atendimento inclui também consultas com especialistas na área de pediatria como cardiopediatria, neuropediatria e ortopedia infantil.

Atenção completa – Investir na prevenção é uma das cinco tendências globais na área da saúde, de acordo com relatório do Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum). O maior bem é o impacto positivo na saúde e na qualidade de vida da população, além de significativos resultados em questões econômicas.

Atualmente, o Planserv mantém cinco programas de prevenção: além da pediatria, também são contempladas as áreas de endocrinopatias, saúde mental, saúde do idoso e feridas. É importante destacar que investir na prevenção não significa negligenciar a assistência curativa e de reabilitação.

De acordo com a coordenadora geral do Planserv, Cristina Cardoso, uma das metas é ampliar esses programas, que atualmente absorvem investimento da ordem de cerca de R$ 30 milhões por ano. “Sabemos que o retorno desse investimento é altamente positivo no que diz respeito à qualidade de vida dos nossos cerca de 504 mil beneficiários”, afirma.