Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS) demonstram que os negros vêm expandindo sua participação na População Economicamente Ativa (PEA). Entre 2013 e 2014, a participação deles passou de 91,7% para 92,4% na região. Neste ano, a população negra aumentou também a sua representação no contingente de ocupados (de 91,1% para 92%).

As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan). Segundo a pesquisa, mesmo com esses avanços, a população negra ainda representa parcela significativa de desempregados no mercado de trabalho. – em 2014 apresentou leve aumento em relação a 2013 ao passar de 94,0% para 94,2%.

Segmento feminino

Outras melhorias na inserção da população negra foram constatadas no estudo, percebidas em especial no segmento feminino, como redução na taxa de desemprego e aumento relativo dos postos de trabalho na maioria dos setores de atividades. Apesar de historicamente a população negra apresentar inserções mais precárias, alguns avanços estão ocorrendo ao longo dos anos.

De acordo com a SEI, no ano de 2014, houve crescimento da ocupação no segmento formalizado do setor privado e no setor público, mais uma vez, com maior intensidade para a parcela negra feminina.

Rendimento médio

Os resultados captados pela PED mostraram também que o rendimento médio real do trabalho voltou a crescer para a população negra, porém de modo diferente do que ocorreu em 2013, aumentando mais para os não negros. Isso fez com que o diferencial de rendimento entre negros e não negros, que havia diminuído, em 2013, voltasse a aumentar no ano passado.

A PED-RMS é realizada em parceria pela SEI, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fundação Seade do Estado de São Paulo e Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com apoio financeiro do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Fonte: Ascom/Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)