Com o objetivo de aperfeiçoar as políticas públicas na área de saúde, o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, propôs na noite de terça-feira (3), na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM), em Salvador, estreitar as relações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) com as entidades de classe e sociedades médicas de especialidades. Além de contribuir com a atualização dos protocolos vigentes, a iniciativa permite antecipar tendências na área de saúde pública, a exemplo da incorporação de tratamentos e técnicas.
O evento reuniu mais de 20 sociedades médicas de especialidades como mastologia, nefrologia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, infectologia, entre outros, bem como representantes do Conselho Regional de Medicina, ABM e sindicato dos médicos. “Nós queremos que todos participem da elaboração das políticas de saúde e o primeiro passo é convidá-los e ouvirmos a demanda de cada área. E é isto que estamos fazendo”, afirmou o secretário. 

Na oportunidade, os representantes apresentaram as principais dificuldades enfrentadas e ouviram ações que estão planejadas em consonância com a necessidade, a exemplo da ampliação de leitos de ginecologia e obstetrícia na capital e no interior. Ainda relacionado à saúde da mulher, Vilas-Boas destacou a abertura do serviço de mamoplastia redutora no Hospital João Batista Caribé e a reformulação do Centro Estadual de Oncologia (Cican), que ficará responsável pelas biópsias e mamografias.
Vilas-Boas anunciou ainda a reestruturação do atendimento do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). “Hoje cerca de 80% dos atendimentos são referentes aos moradores da capital, mas devemos atender a demanda de todo o estado”, disse o titular da pasta da Saúde. 

O vice-presidente da ABM, José Márcio Maia, parabenizou a iniciativa e afirmou que o número expressivo de representantes das sociedades médicas que compareceram à reunião demonstra a vontade de todos em contribuir para a melhoria da saúde do estado. Ele ainda acrescentou que “é muito bom percebermos uma atuação mais técnica e menos política dessa gestão”.


Consórcios de saúde 
Com o entendimento de que o município sozinho não tem condições de ofertar integralmente os serviços necessários à população, o Estado da Bahia propõe o consorciamento interfederativo de saúde como alternativa. A partir dos consórcios, a meta é que sejam construídas 28 policlínicas, com até 13 especialidades, e equipamentos como tomógrafos e ressonância magnética, tendo o Governo da Bahia e os municípios como gestores.
 
O Estado investirá cerca de R$ 12 milhões para construir e equipar cada policlínica, cujo custo de manutenção é de aproximadamente R$ 700 mil por mês. Além da maior eficiência no atendimento e qualidade dos serviços de saúde, o Estado da Bahia arcará com 40% da manutenção, enquanto o rateio dos 60% restantes caberá aos municípios consociados. "A criação dos consórcios permitirá uma gestão mais moderna e inovadora do sistema de saúde para que o paciente possa permanecer na sua região, tendo atendimento completo e integrado, com elevado grau de resolutividade", ressaltou Vilas-Boas.

Fonte:  Ascom/Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab)