Localizado na Avenida ACM, no Edifício Dr. José Maria Magalhães, em Salvador, o Centro de Referência Estadual de Atenção a Saúde do Idoso (Creasi), órgão do Governo do Estado, ligado à Secretaria da Saúde (Sesab), presta auxílio a idosos que estão em estado de fragilidade. 
A unidade trata em especial de doenças ligadas ao envelhecimento, disponibilizando serviços como fisioterapia, neurologia, nutrição, psiquiatria, odontologia, ortopedia, além de atividades ocupacionais como pintura, artesanato e dinâmica de grupo, acompanhados por assistentes sociais, terapeutas e enfermeiras.
O principal objetivo do centro é atender a população idosa do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de 60 anos, que precisa de um tratamento intensivo, em casos de depressão, demência e mal de parkinson, por exemplo, com declínio da funcionalidade já estabelecido e que a unidade básica de saúde não possa resolver. 
O Creasi trabalha em conjunto com a Rede Básica de Saúde, de modo que o atendimento prévio deve realizado por um médico ou enfermeiro antes do encaminhamento para o centro. "Nós não atendemos o paciente idoso que está bem e quer apenas um atendimento regular de rotina ou que esteja inicialmente deprimido. Existimos para assistir aqueles casos que o idoso está com o problema de alta complexidade", explica a diretora da unidade e médica geriatra, Mônica Hupsel Frank. 
Melhoria da autoestima
Cerca de 2500 pacientes são atendidos por semana no Creasi, como Ailton França dos Santos, 69 anos, que realiza atividades de fisioterapia há cinco anos no local. Ele mostra satisfação com o atendimento que recebe da fisioterapeuta. "O tratamento que recebemos é maravilhoso. Antes, eu andava poucos quilômetros, não tinha atividades físicas regulares. Depois do atendimento, eu me sinto bem melhor. Uma coisa boa daqui é que somos respeitados", contou.

Além de acampamento físico, os pacientes passam por atividades ocupacionais como pintura. Cleonice Maria dos Reis Barreto, 69, frequenta a unidade há mais de um ano e iniciou o tratamento porque estava em profunda depressão. “Me lembro a primeira vez que peguei o pincel, fiquei muito feliz. Tenho problemas com esquecimento, mas este dia eu nunca esqueci". 
A filha de Cleonice, Rosane Reis Barreto, relata que a mãe estava em um estado ruim, com baixa estima, mas o acompanhamento no centro mudou a perspectiva da mãe. "No primeiro dia, eu fiquei emocionada com a receptividade, [os profissionais] nos atenderam muito bem. Passamos por uma sessão de avaliações com enfermeiros, médicos e assistentes sociais".
Atendimento e encaminhamento

Para ser atendido no Creasi, o paciente deve ser encaminhado por uma unidade da Rede Básica de Saúde. No centro, com o Termo de Referência preenchido pelo médico ou enfermeiro que o referenciou e tendo sido admitido, o paciente é avaliado sob o olhar geriátrico e gerontológico por um médico, fisioterapeuta e enfermeiro. 
O idoso deve ser mantido em acompanhamento na Rede Básica, com a equipe que o encaminhou, mesmo enquanto estiver sendo assistido no Creasi. O serviço de origem receberá relatórios do paciente na admissão, na alta e sempre que a equipe julgar necessário. 

Segundo Mônica Hupsel, alguns pacientes são devolvidos no mesmo dia à Rede Básica por não apresentar um quadro complexo. "Se o idoso chega aqui com algum problema na articulação, sente dor, mas isso não interrompe completamente as suas atividades diárias, o encaminhamos novamente para o atendimento básico", explicou.

Repórter: Cláudio Santos