Crianças e adolescentes carentes, atendidos pela Associação Bahiana de Equoterapia (Abae), podem vivenciar neste domingo (22) um momento diferente. A entidade apoiada pelo Governo do Estado realiza, nesse dia, o evento ‘Vamos à Praia’, com o objetivo de propiciar a pessoas com deficiência os benefícios do tratamento usando a água do mar e elementos marinhos – a talassoterapia. A atividade acontece na Rua K, no bairro de Itapuã, em Salvador, das 7h30 às 10h.

Por meio da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), o governo estadual firmou parceria com a Abae permitindo o funcionamento do Centro Integrado de Equoterapia, no Parque de Exposições de Salvador, onde mais de mil crianças vão ser atendidas gratuitamente. O Esquadrão de Polícia Montada da PMBA é parceiro importante nessa ação.

Segundo a presidente da Abae, Maria Cristina Brito, o evento ‘Vamos à Praia’ vai proporcionar estímulos sensoriais e perceptivos às crianças e adolescentes, através de atividades socioeducativas e terapêuticas utilizando água do mar e areia. De acordo com ela, “as atividades propostas pelo projeto também estão voltadas para conscientização ambiental, valorizando a importância da preservação dos recursos hídricos”. Fisioterapeutas, educadores físicos e terapeutas participam do projeto.

Benefícios

Maria Cristina relata sua experiência com a utilização da talassoterapia no tratamento do seu filho Yuri Brito, hoje com 35 anos, que teve paralisia cerebral, no livro ‘Minha Caminhada’, de sua autoria. “Quando Yuri entrou em contato com a talassoterapia, apresentou melhoras na coordenação motora e equilíbrio, fazendo com que aprendesse a andar a partir dos 7 anos de idade”. 

Atualmente, Yuri é formado em Publicidade e Propaganda e pós-graduado em Política e Estratégia/Adesg-Bahia. Ele integra o quadro de funcionários do Grupo CCR-Metrô Bahia, sendo responsável pelo marketing da Abae.

O evento ‘Vamos à Praia’ é gratuito e tem o propósito de orientar as famílias de crianças deficientes para que possam usufruir dos benefícios que a natureza proporciona. “É muito importante que os pais utilizem essas formas alternativas de terapia, enquanto o filho ainda estiver na infância, para garantir maior desenvolvimento da criança”, enfatiza a presidente da Abae.

Fonte: Ascom/Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri)