Os estudantes e professores do Colégio Estadual Cordeiro de Miranda, localizado no município de Itaju do Colônia, no sul da Bahia, a 504 quilômetros de Salvador, desenvolveram projetos de sustentabilidade que beneficiam a unidade escolar e a comunidade local. As ações incluem implantação de horta no colégio, reciclagem de lixo e orientações aos moradores da cidade.

Pensando na adoção de práticas sustentáveis, toda a comunidade escolar se envolveu na criação de uma horta no colégio, onde são cultivados coentro, couve, alface, tomate e cebola, que são utilizados na alimentação escolar. Também foram elaborados livretos, contendo receitas nutritivas com o aproveitamento de cascas de frutas e legumes, depois distribuídos para algumas famílias.

“Foi muito gratificante participar destes projetos porque exercitamos um pouco a cidadania e aprendemos a cultivar alimentos frescos e saudáveis na horta”, ressalta a estudante Clara Juliana Silva, 17 anos, do 3º ano. Para ela, “mais importante do que descartar de forma correta é saber reaproveitar materiais e alimentos”.

Orientações

Em paralelo a essas ações, foi desenvolvido um projeto relacionado ao lixo, em que os estudantes fizeram pesquisas e entrevistas nas casas dos moradores da cidade para saber a impressão deles sobre o lixo. “A partir das informações obtidas, os alunos criaram ações de intervenção para conscientizar a população, a exemplo de palestras feitas por eles nas escolas municipais e passeata pelas ruas da cidade, com distribuição de panfletos informativos”, destaca o vice-diretor, Laércio Silva Dantas.

A estudante Clarisse Reis dos Santos, 18, do 3º ano do Ensino Médio, aprovou a iniciativa da unidade escolar. “Através desses projetos a gente pode levar para a sociedade o conhecimento de como descartar e reaproveitar o lixo”. Ela afirma que o contato com a comunidade foi muito estimulante, pois tirou dúvidas das pessoas e abordou a importância da coleta seletiva.

Para Talita Rafaela Santana, 18, também do 3º ano, o simples ato de jogar lixo nas ruas pode trazer graves consequências no futuro, como doenças e enchente, já registrada na cidade, quando o Rio Colônia transbordou e alagou os bairros. “Muitas pessoas não sabem o tempo de decomposição de materiais como plástico, vidro e metal. Por isso é necessário alertar a todos sobre os problemas gerados com o destino incorreto do lixo”.

Segundo Elizabete Souza Santos, articuladora dos projetos e professora das disciplinas de Geografia e História, as ações beneficiaram tanto a população, quanto os alunos, uma vez que se tornaram agentes multiplicadores de informações. “O objetivo foi envolver toda a comunidade num trabalho de conscientização ambiental, promovendo maior integração com os moradores locais, para que eles mudem alguns hábitos incorretos”.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia