A Orquestra Reggae de Cachoeira (ORC) celebra neste sábado (28), como parte da programação do mês da Consciência Negra, sua última apresentação pública do projeto realizado com o apoio da Fundação Cultural (Funceb), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). A rotina para realizar as apresentações teve início em janeiro deste ano, quando o projeto foi um dos contemplados pelo edital Setorial de Música 2014, via Fundo de Cultura da Bahia.

O evento que finaliza a série acontece às 21h, na Praça Teixeira de Freitas, centro da cidade de Cachoeira, no Recôncavo, com acesso gratuito. De acordo com o maestro Flávio Santos, findar as atividades da orquestra no Novembro Negro reflete a importância da ORC, que é composta na sua maioria por afrobrasileiros. “Nossa última apresentação para este ano tem o prazer de chamar o samba de roda Regaste do Ponto Certo. Esta musicalidade reflete um pouco de nossa ancestralidade, do nosso povo de Cachoeira e em um local que reafirma o que o poeta Castro Alves dizia “a praça é do povo”.

Ao longo do ano, a ORC conseguiu reunir convidados de grande expressividade musical do cenário nacional, proporcionando a troca de informações e ampliando a formação musical dos componentes da Orquestra, que são, na sua maioria, jovens da cidade de Cachoeira. Entre ensaios e apresentações, os músicos apresentaram para o público um repertório variado e um virtuosismo técnico de qualidade.

“Hoje, temos na ORC meninos que escrevem partituras, compõem peças musicais, graças à vivência proporcionada durante este período. Esperamos continuar com este projeto, que dá oportunidade aos jovens que vivem na região do Recôncavo”, explica a produtora executiva, Débora Bittencourt.

O projeto teve início em 2012, quando o maestro Flávio Santos uniu o conhecimento e experiências de ações em filarmônicas ao ensino da prática de conjunto e do domínio de instrumentos musicais. No repertório, os jovens aprendem o reggae, jazz, blues, ska, rockstead, pop. “A Orquestra Reggae hoje é uma escola musical que pretende expandir seu conhecimento a partir da teoria e da prática dos elementos culturais da cidade, promovendo um som vibrante que se torne atrativo à a interação do público”.

Fonte: Ascom/Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb)