Até meados de dezembro próximo, os jardins e áreas verdes dos museus estaduais passam por intensa manutenção botânica, com podas, replantio de plantas e árvores. Estão sendo beneficiadas árvores de grande porte como ficus elásticos, cajazeiras, gameleiras, mangueiras, palmeiras imperiais, jaqueiras e oitis, além de trepadeiras, gramíneas, bougainvilles, flores, palmeiras leque-de-fiji, livistonia e fênix. O Palacete das Artes, no bairro da Graça, o Museu de Arte Moderna (Avenida Contorno), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória e Vale do Canela), Solar Ferrão (Pelourinho/Centro Histórico) e Palácio da Aclamação (Campo Grande), fazem parte desse programa.

A iniciativa é do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), unidade da secretaria de Cultura do Estado (Secult). Na lista, na capital baiana, ainda estão o Passeio Público, próximo ao Forte de São Pedro, e a Praça das Artes, no Pelourinho. “Criado em 1967 o Ipac é responsável por coordenar a política de proteção aos bens culturais – materiais e imateriais – da Bahia, mas, ao longo desses anos, assumiu a administração de imóveis, museus e espaços culturais”, explica o diretor-geral do órgão, João Carlos de Oliveira.

O cuidado do Ipac com jardins no Pelourinho é só na Praça das Artes e área verde do Solar Ferrão, de propriedade é do Estado. A informação é do administrador do órgão na praça, Antonio Luiz Fiqueiredo, para esclarecer sobre a má conservação do Estacionamento 14-M, denunciada pelos comerciantes da área, que pertence à iniciativa privada. Também árvores no Centro Histórico, como no Terreiro de Jesus, Praça Castro Alves e Largo de Santo Antônio, a responsabilidade constitucional é da Prefeitura de Salvador, que responde pelo uso, manutenção e ocupação do solo urbano da cidade que administra.

O arquiteto paisagista do Ipac, Paulo Kalil, enfatiza que é realizada revisão permanente nos mananciais naturais sob a responsabilidade do instituto. No caso do Palacete das Artes, por exemplo, são podados galhos de ficus elásticos apodrecidos, que caíram ameaçando a vida das pessoas. “Após a poda, em três meses as árvores estarão recobertos de novas folhas”.

No Passeio Público, espaço de 205 anos (1810), o Ipac implantará um Projeto de Sinalização Histórica e Botânica e um programa de Educação Patrimonial com vigilantes. Segundo Kalil, outras árvores compõem a flora local, como angelim, sumaúma, amendoeira, pau-ferro e cariota. “Mangueiras e sumaúmas estão em maior número”. As palmeiras imperiais do Passeio foram plantadas em 1859, quando da visita de Dom Pedro II. Informações sobre de jardinagem no Ipac estão disponíveis no site do órgão e pelos telefones (71) 3116-67316726.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac)