A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé (BVCP), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), lança nesta quarta-feira (2), às 14h, o projeto ‘A Bahia tem dendê! – Acarajé, patrimônio nacional do Brasil’. O evento acontece no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, com roda de conversa e lançamento também de um e-book e um website, em celebração aos 10 anos da inscrição do ofício das baianas de acarajé no Livro dos Saberes, do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O objetivo do projeto é reunir e difundir material sobre o trabalho das baianas de acarajé. A roda de conversas com baianas de acarajé, pesquisadores e historiadores pretende levar informações à população baiana, estudiosos da história da Bahia e ao público interessado em conhecer sobre a cultura do estado.

Durante a atividade os pesquisadores Florismar Menezes Borges, Vagner José Rocha Santos e Jaime Sodré realizam palestra sobre tabuleiro da baiana e a cultura regional em um espaço de troca de saberes. Completando a roda de diálogos, as baianas de acarajé Dulce Mary e Tânia Nery, contam suas histórias de vida e trabalho.

O e-book sobre o ofício das baianas de acarajé contém depoimentos das baianas sobre o modo de fazer e os significados culturais envolvidos no trabalho, além de trazer textos de pesquisadores, uma reportagem assinada pela escritora Meire Oliveira e uma entrevista com a presidente do conselho executivo da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos e Similares (Abam), Rita Maria Ventura dos Santos.

O e-book estará disponível no website do projeto, desenvolvido dentro da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé para tratar do ofício das baianas ou de assuntos correlatos. O site, que também será lançado durante o evento, trará o espaço institucional da Abam e o link para o Oyá Digital – uma plataforma online que mapeia as baianas de acarajé no Brasil e no mundo -, além de mais de 60 textos, entre artigos, teses e dissertações, letras de cancioneiros brasileiros sobre o carajé e as baianas, e links para gravações disponíveis na rede. O projeto tem o apoio e parceria da Abam, do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, proponentes da inscrição do ofício no Livro dos Saberes.

Fonte: Ascom/Fundação Pedro Calmon (FPC)