Buscar novas e diversificadas fontes, não se fixar somente aos dados oficiais e ter atenção com as vítimas estão entre os caminhos para uma cobertura jornalística qualificada sobre o trabalho escravo. Jornalistas dos principais veículos de comunicação do estado da Bahia, assessores de imprensa e estudantes de Comunicação vão poder participar da oficina temática sobre essa prática criminosa, que viola os direitos mais básicos do ser humano, e ampliar a visão jornalística na produção de reportagens especiais.

As inscrições para a oficina, que também tem o objetivo de formar agentes multiplicadores no enfrentamento ao trabalho, devem ser feitas por meio de formulário online disponível no site da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). As vagas são limitadas. A oficina acontece no dia 30 deste mês, a partir das 18h, no auditório do Ministério Público, localizado no Corredor da Vitória, Salvador, com duração de quatro horas e entrega de certificado.

A realização é da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo do Estado da Bahia (Coetrae) como ação do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. A oficina faz parte do Projeto Ação Integrada, desenvolvido em parceria pelas secretarias estaduais de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o Ministério Público do Trabalho e a Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas (OIT).

O palestrante do curso será o jornalista especializado em direitos humanos e investigação sobre trabalho escravo Marques Casara, que vai dialogar sobre os principais desafios na cobertura de acontecimentos relacionados ao trabalho escravo, a exemplo da cautela na apuração de flagrantes em resgates de vítimas.

Casara é aluno-pesquisador do Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, diretor da Papel Social Comunicação, foi roteirista na Central Globo de Produções, diretor no Globo Ecologia, produtor no Fantástico e repórter na revista Época, e vencedor de diversos prêmios, entre eles, o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 71 3115-9882.

Fonte: Ascom/Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS)