O talento de artesãos baianos ganha espaço para exposição e comercialização com a abertura do showroom, localizado no Porto da Barra, em Salvador, no prédio da Coordenação de Fomento ao Artesanato, no extinto Instituto Mauá. A iniciativa da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) reúne os trabalhos de artistas da capital e também de cidades do interior, que possuem certificação de qualidade e autenticidade, através do selo Bahia Feita à Mão – parceria da Setre com o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), através de edital. O espaço está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, até o dia 19 de dezembro.

No showroom os visitantes ainda ganham atendimento especial de quem entende das peças: os próprios artesãos. Alguns deles, além de expor seus produtos, também trabalham para a manutenção do espaço, como Beatriz Rocha, que faz flores com folha de coqueiro, fuxico e crochê. “Não tem ninguém melhor para falar e valorizar o trabalho de artesanato do que um artesão. Damos uma visão que o cliente não teria de um vendedor, por exemplo”, defendeu Beatriz.

São bolsas, bonecas de palha, de pano, colchas de fuxico e retalho, quadros feitos com plástico reciclado, orixás em papelão e gase, presépio de cerâmica e diversos outros materiais que se transformam nas mãos dos baianos. A presença do certificado Bahia Feita à Mão, representa uma qualidade e autenticidade garantida, de acordo com a coordenadora de Fomento ao Artesanato, Emília Almeida.

“O artesão passa por um processo que não é excludente, que está aberto a todos os que desejarem. Esse programa significa o reconhecimento e a valorização do que se produz no estado, diferenciando o produto que só pode ser encontrado na Bahia. São exclusivos e sem imitações”, explicou Emília. Além disso, o programa de certificação incrementa a renda do artesão e ainda inclui o incentivo à sustentabilidade, através de estímulos para matérias-primas feitas de materiais descartados.

Em visita a uma irmã que mora em Salvador, a professora do Rio de Janeiro, Mariza Campelo, se encantou com o trabalho dos baianos. “Achei o espaço muito agradável, as peças são de muito bom gosto, são muito bonitas e aproveitei para levar umas lembrancinhas para casa”, falou a turista.

A política de preservação, incentivo, promoção e divulgação do artesanato baiano está sendo desenvolvida pela recém criada Coordenação de Fomento ao Artesanato, vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre), após a extinção do Instituto Mauá, que não implicou na descontinuidade do fomento à atividade. 


Repórter: Anna Larissa Falcão