Quem passou pelo Parque de Pituaçu, em Salvador, neste sábado (30), pôde conferir de perto artesanato, culinária e apresentações de grupos culturais na primeira Feira da Economia Solidária realizada no local. A feira é mais um instrumento de divulgação da modalidade produtiva e econômica. Dez stands estão montados no parque, onde são comercializadas roupas, pulseiras, baús, comidas e bebidas; tudo produzido pelos próprios vendedores.

Para Benísia Lima, que prepara comidas típicas há três anos, a feira contribui para o aumento das vendas e da renda familiar. "Nos finais de semana, o movimento no parque é grande. As pessoas passam para fazer as atividades físicas e param para ver o que a feira oferece, e acabam comprando. Não demora para a gente vender tudo", ressalta a vendedora.

Viabilizada pela parceria entre as secretarias do Meio Ambiente (Sema) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio do Programa Vida Melhor, a feira acontece no Parque de Pituaçu até este domingo (30). A iniciativa tem o apoio dos Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol). "O [programa] Vida Melhor, por meio dos Centros de Economia Solidária, contribui com capacitação dos empreendedores. Ajudamos para que o produto tenha grande qualidade", explica a coordenadora do Vida Melhor, Albene Piau. 
As pessoas que passam pelos stands se interessam pelos produtos. "O material é de qualidade e o design é muito bom também. Assim que parei me interessei por um baú de madeira. A gente vê vantagem em comprar aqui", afirma a representante comercial de moda Jamile Barreto.
Para o técnico de Economia Solidária da Cesol Sussuarana, Eduardo Zanata, o evento é uma alternativa de rentabilidade. "A economia solidária é desde a produção até a venda. Nós damos a oportunidade das pessoas ganharem pela venda dos seus trabalhos. Com isso, elas conseguem uma renda para se manter".