O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), órgão que passou a ser vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realizou a primeira reunião ordinária de 2015. Em evento nesta sexta-feira (29), no Hotel Bahiamar, no Jardim de Alah, em Salvador, o colegiado – formado por representantes de 34 instituições, entre secretarias de Estado, empresas públicas, órgãos federais e entidades e movimentos sociais – discutiu a política do ambiente rural baiano. Na reunião, presidida pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, foram criados grupos de trabalho para intensificar as ações de habitação rural e de agroecologia.

"Nós temos um déficit habitacional rural na Bahia que beira 180 mil moradias entre reformas e construções. Não está com a SDR a responsabilidade de fazer habitação, mas está com a SDR a responsabilidade de compartilhar com a Sedur [Secretaria de Desenvolvimento Urbano], com o [programa] Minha Casa, Minha Vida, a responsabilidade de tratar do tema habitação. A Agroecologia também é de extrema importância. Uma frente de trabalho vai cuidar dessa questão da agricultura de uma forma mais saudável para a terra e para as pessoas que produzem e vão consumir", disse Rodrigues..  

Os conselheiros também conheceram detalhes da estrutura da SDR, analisaram processos de renovação dos contratos de prestação de serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e os pedidos de credenciamento especial para instituições que têm convênios ou contratos em execução.  
Calendário 
No encontro, que abriu o ciclo da agenda do conselho, foi elaborado o calendário de reuniões para 2015. A próxima está marcada para o dia 10 de junho, às 9h, na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Representantes de dez entidades vão se articular para debater assuntos como a renegociação de dívidas dos agricultores familiares com o Plano Safra. 
A expectativa é que o CEDRS se consolide como um importante espaço colegiado, trazendo para o debate temas fundamentais para o desenvolvimento do meio rural, a exemplo de educação no campo, crédito rural, Ater, acesso à água, segurança alimentar, entre outras políticas públicas.