O Seminário Política para Culturas Negras, que integra a programação do III Encontro das Culturas Negras, reuniu representantes do movimento negro, de instituições culturais e artistas, nesta sexta-feira (21), no auditório Kátia Mattoso, no Complexo Cultural dos Barris, em Salvador. O evento teve intensa participação do público, que discutiu e avaliou os projetos e ações realizadas pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Além disso, foram apresentadas sugestões para os desdobramentos e formas de continuidade.

Durante o seminário, a sociedade pôde saber um pouco mais sobre as atividades e políticas realizadas pela Secult. O secretário estadual de Cultura, Albino Rubim, apresentou aos participantes os mecanismos de fomento à cultura que contemplam apoio às culturas negras, além de programas voltados diretamente para o setor. "Nesses últimos oito anos, pode-se falar no investimento de cerca de R$ 100 milhões para as culturas negras em todo o estado. O objetivo é que os recursos sejam cada vez maiores e as ações sejam fortalecidas, sempre com base no diálogo com os setores".

O artista plástico J. Cunha falou sobre a necessidade de fortalecimento de ações voltadas para a juventude negra. Já Anderson Rodrigues, representante do setor de dança, disse que "nós somos negros o ano todo. As ações podem ganhar o status de programa, sendo realizadas de forma contínua". Para esclarecimentos de dúvidas e questionamentos, foram convidados gestores de todos os setores da pasta.

O encontro teve a participação da diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Arany Santana, do superintendente de Promoção Cultural da Secult, Carlos Paiva, do superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura da Secult, Sandro Magalhães, da diretora do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Elisabete Gándara, da diretora da Fundação Pedro Calmon, Fátima Fróes, e da diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Nehle Franke.