O artista visual baiano Juraci Dórea comanda a Expedição Terra, que refaz rotas de suas viagens a partir de 1970 ao interior do estado. Ele sai de Feira de Santana, na tarde desta sexta-feira (13), em direção a várias cidades, finalizando o percurso em Canudos e Cororobó, com retorno para Salvador na próxima terça (17).

O evento é a segunda etapa da 50ª edição do Projeto Terra, desenvolvido para a 3ª Bienal da Bahia Bienal, em realização pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult). A primeira etapa aconteceu no dia 30 de maio, com a Ocupação Artística da Fazenda Fonte Nova, no sopé da Serra de São José das Itapororocas, distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana. No lugar onde funciona a Casa Museu Eurico Alves, Juraci produziu uma escultura.

Quem tiver interesse em participar pode de se juntar ao grupo desde a partida ou durante o trajeto pelas estradas. Em cada escala, o público local faz adesão, acompanhando o autor na ação de ‘plantar’ suas esculturas em couro e madeira. Após a partida de Feira, a caravana passa por Santa Bárbara, Araci e, à noite, faz uma parada em Caldas do Jorro.

No dia seguinte, o grupo chega a Tucano, pela manhã, e na hora do almoço estará em Euclides da Cunha. No final da tarde, chega a Monte Santo, onde será exibido o documentário ‘Terra’, de Dórea, na fachada da igreja. No domingo (15) pela manhã, a caravana visita Santa Cruz e, à tarde, circula por povoados próximos.

Durante visita ao Museu do Sertão, em Monte Santo, será exibido o filme ‘Lampião, o Rei do Cangaço’, de Benjamin Abrahão. Na segunda (16), o grupo vai a Canudos, passando no Parque Histórico, no açude e no memorial de Antonio Conselheiro. No final da tarde, será exibido do filme ‘Caldeirão da Santa Cruz do Deserto’, de Rosemberg Cariry, em Cororobó. Na terça, a caravana retorna a Salvador.

Com esse projeto, segundo o secretário estadual da cultura, Albino Rubim, “a Bienal vai até a Bahia profunda”. “Reconhecemos que a cultura não está apenas em Salvador, mas sim em cada canto do estado. Esse reconhecimento é imprescindível para a descentralização da produção artística e cultural na Bahia”.