Os aquicultores de Maraú terão nova alternativa de renda: a ostreicultura. A Bahia Pesca, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), implementou nos rios do município – Rio do Forno e Rio Carapitangui – dois projetos pilotos de cultivo de ostras. A fase de análise de viabilidade deve durar entre três e quatro meses, quando se observará a velocidade do desenvolvimento dos moluscos.

“Além de ser mais uma opção de renda para os profissionais que vivem de pesca e aquicultura na região, trata-se de uma atividade extremamente rentável, com mercado consumidor interno e externo à espera dessa iguaria”, lembra o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, que visitou recentemente o cultivo de ostras na região do baixo sul.

Os módulos produtivos implantados em Maraú são estruturas de madeira e concreto chamadas ‘mesas’, que sustentam os ‘travesseiros’, nos quais são colocados as sementes de ostras (ostras juvenis). As mesas são instaladas nas margens dos rios, submersas na maré cheia e expostas na maré baixa.

“Os rios possuem água de boa qualidade, onde já existem ostras se desenvolvendo na natureza. O projeto piloto visa identificar também a possibilidade de desenvolvimento das ostras em cativeiro”, explica o subgerente de maricultura da Bahia Pesca, José Sanches Júnior.

A expectativa da Bahia Pesca é que em nove meses as ostras alcancem oito centímetros. Caso isso ocorra, serão implantados quatro módulos produtivos com capacidade de produzir 90 dúzias de ostras a cada nove meses, beneficiando 16 famílias da região.