A abertura da 6ª Bienal de Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na noite de terça-feira (3), no Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador (BA), foi uma mostra dos talentos que serão apresentados até sábado (7). Representantes de São Tomé e Príncipe, Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Cabo Verde e Brasil uniram suas habilidades artísticas em um belo espetáculo.

A troca de experiências, um dos principais objetivos do encontro, começou com os ensaios dos participantes. “Nesses dias, fizemos músicas juntos, dançamos juntos, convivemos, e eu estou adorando. A integração está sendo maravilhosa e o Brasil está nos acolhendo de uma forma muita boa, disse a angolana Marta Domingos.

A cerimônia de abertura teve a presença do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), da secretária nacional de Juventude (SNJ), Severine Macedo, e dos secretários estaduais de Relações Institucionais (Serin), Cezar Lisboa, e da Cultura (Secult), Albino Rubim.

Além de promover a integração entre os jovens dos países de língua portuguesa e ampliar o debate sobre as políticas públicas voltadas para o segmento, a Bienal dá visibilidade à produção dos participantes.  Segundo Severine Macedo, “incentivos como esse são necessários para que o trabalho dos jovens artistas seja conhecido e valorizado. É uma maneira de dar visibilidade e de abrir oportunidades. Não é um espaço de comercialização, mas pode originar negócios, integração cultural, novas políticas e melhoria da renda destes jovens.

Foram selecionados 35 projetos brasileiros, sendo seis da Bahia. Os trabalhos, relacionados às diversas linguagens artísticas como dança, música e literatura,  serão apresentados durante a Bienal no Complexo Cultural dos Barris e nas praças do Pelourinho. A programação, que inclui seminários, oficinas, exposições e shows, é aberta ao público e está disponível nos sites da bienal e da Serin.

Escolha da Bahia

A Bahia é uma espécie de mãe cultural do país, afirmou Gilberto Carvalho ao enumerar algumas razões para escolha da sede da 6ª Bienal, primeira realizada no Brasil. A riqueza de cada país é imensa; então todo mundo ganha quando a gente faz um intercâmbio como esse. Queremos promover uma integração de todos os países que falam essa nossa nobre língua, o português, que nos permite a comunhão com esses povos, completou.

Segundo o coordenador de políticas de Juventude da Serin, Vladimir Costa, “a Bahia é, neste momento, o polo dos países de língua portuguesa. As diversas juventudes estão debatendo aqui as suas expectativas, conceitos artísticos e culturais, mas também propostas para garantia dos seus direitos”.

Sobre a Bienal

Com o tema Política de Juventude e Cultura Livre, a 6ª Bienal de Jovens Criadores da CPLP visa consolidar um fórum de diálogo, incentivando, apoiando e promovendo a criatividade, inovação e empreendedorismo da juventude lusófona. Para Albino Rubim, “a abertura do país aos povos de língua portuguesa é fundamental”.

O evento é uma realização da SGPR, por meio da SNJ, em parceria com os Ministérios da Cultura, do Esporte e das Relações Exteriores, além da Serin, via Coordenação de Políticas de Juventude, e da Secult.

Também participaram do processo a Assessoria de Relações Internacionais e as Secretarias Estaduais de Promoção da Igualdade Racial, de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, do Turismo e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.

Clique aqui e veja fotos da abertura do evento.