Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em outubro de 2013, variação negativa de 6,2%, na comparação com setembro do mesmo ano, série com ajuste sazonal. Já na comparação com outubro do ano passado, houve redução de 2,8% no setor.

No acumulado de 2013, a indústria registra crescimento de 4,9% e no acumulado dos últimos 12 meses, crescimento de 6,4% . As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

No período de janeiro a outubro de 2013, comparado com o mesmo período do ano anterior, cinco dos oito segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado positivo de 4,9%, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (15,8%), Metalurgia (27,3%), Celulose e papel (3,4%), Veículos (23,0%) e Borracha e plástico (8,1%). Em contrapartida, os segmentos que contribuíram negativamente foram o de Alimentos e bebidas (-7,1%) e o de Produtos químicos (-1,3%).

A retração de 6,2% no setor industrial em outubro (out13/set13) foi precedida de uma expansão de 6,2% em setembro (set13/ago13), após retração de 8% em agosto (ago13/jul13). A principal contribuição negativa para o resultado de outubro (-6,2%) foi registrada pelo segmento de Produtos químicos (-9,7%).

Na comparação outubro13/outubro12, a indústria apresentou decréscimo de 2,8%. Cinco dos oito segmentos da indústria de transformação registraram queda. A principal contribuição negativa foi registrada pelo segmento de Produtos químicos (-15,2%), pressionado não só pela menor fabricação de polietileno de baixa e de alta intensidade, etileno não-saturado, propeno não-saturado, o-xileno e benzeno, mas também pela paralisação programada, ocorrida em diversas unidades produtivas locais.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de Alimentos e bebidas (-13,0%), Veículos (-43,8%) e Celulose e papel (-4,4%). Em sentido contrário, o principal impacto positivo veio de Refino de petróleo e produção de álcool (18,5%) impulsionada pela maior fabricação de óleo diesel e outros óleos combustíveis e gasolina. Outras contribuições positivas foram registradas por Metalurgia (7,3%) e Minerais não metálicos (6,3%).