Um show de Margareth Menezes, com participação do cantor e compositor angolano Filipe Mukenga, cortejo no estilo jazz funeral pelas ruas do Pelourinho com a Hot 8 Brass Band, de Nova Orleans (EUA), além de apresentação do Ilê Aiyê em homenagem aos 40 anos do bloco afro baiano e do Olodum. Estes são alguns dos destaques do II Encontro das Culturas Negras, que vai movimentar os palcos de Salvador e de cidades do interior baiano durante todo o mês da Consciência Negra (novembro). 

A programação, com eventos gratuitos ou a preços populares, organizada pela Secretaria de Cultura (Secult) inclui ainda espetáculos teatrais do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (Nata), vencedor do TCA.Núcleo 2013, exibição de filmes como O Jardim das Folhas Sagradas e Dança das Cabaças Exu no Brasil, performances de dança e lançamento da autobiografia da educadora Valdina Pinto de Oliveira, a Makota Valdina.

Importância

Escolhemos o Dia da Cultura (5 de novembro) para anunciar a programação por reconhecer a importância das manifestações de matriz africana para o estado, afirma o secretário estadual Albino Rubim. Para ele, a Bahia merece sediar um grande festival anual para celebrar as culturas negras, assumindo seu lugar de destaque na diáspora africana como capital ibero-americana das culturas negras.

Também estão previstas apresentação de alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) em homenagem a Augusto Omolú, o espetáculo Namíbia, não, e o Solar de Virote, com 24 horas de atividades relacionadas ao tema Atitude Afro-Black no Solar Boa Vista, tendo atrações como Pradarrum (com Gabi Guedes) e o rapper Mr. Armeng. O mês da Consciência Negra será marcado ainda por intensa programação artística gratuita no Pelourinho, onde farão shows artistas como Aloísio Menezes, Dão, Márcia Short e Will Carvalho.

Debate

O II Encontro das Culturas Negras reserva espaço também para o debate como parte dos eventos do Novembro Negro, projeto realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Os pesquisadores João José Reis e Lisa Castillo participam do seminário Baianos de África, Africanos da Bahia: escravidão, tráfico atlântico e circulação cultural entre África e Bahia, e o editor-chefe da Revista Raça, Maurício Pestana, da roda de conversa O Racismo no Brasil nos dias de hoje.

As atividades, que vão ser realizadas nos espaços culturais da Secult, localizados em Salvador e no interior, são promovidas pela Fundação Pedro Calmon, Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom), e Sepromi. Mais informações estão disponíveis no site.