As obras emergenciais realizadas no Forte do Barbalho, em Salvador, serão finalizadas no mês de julho próximo. A intervenção, que teve aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado do Ministério da Cultura, é coordenada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult).

O forte, que surgiu como trincheira contra as investidas dos invasores holandeses no século XVII, em 1638, e é tombado como Patrimônio do Brasil desde 1957, é de propriedade da União, mas hoje está sendo administrado pela Secult, que passará a promover ações de ocupação via Fundação Cultural do Estado (Funceb), após as obras. O Tesouro Estadual investiu R$ 3,3 milhões.

A estrutura do Forte estava instável e, por isso, foi necessária a intervenção. Segundo o diretor-geral do Ipac, Frederico Mendonça, a ação foi emergencial, pois a construção ficou sem reparos por algumas décadas. Ocorreu a estabilização da muralha da edificação, que é a mais larga existente dentre todas as fortificações da Bahia, serviços de demolição de pequenas construções irregulares, retirada plantas, injeção de defensivo agrícola para erradicar vegetação enraizada na alvenaria e remoção de revestimento degradado.

“Realizamos, igualmente, a limpeza da alvenaria com jato de água (hidrojateamento), remoção mecânica de argamassas aderidas às pedras e, por fim, a recomposição e consolidação da alvenaria e dos muros ao redor, utilizando argamassa de saneamento”, explica a arquiteta da Diretoria de Projetos Obras e Restauro (Dipro) do Ipac, Zulmira Correia, que fiscaliza a obra. Segundo a especialista, ainda falta escorar um pavilhão com fissuras para a conclusão dos trabalhos em julho.