“A Bahia está dando exemplo para o Brasil de políticas públicas para a população em situação de rua”. A afirmação foi feita pela presidente nacional do Movimento de População de Rua, Maria Lúcia Pereira, na cerimônia de abertura do processo de formação e capacitação de 200 profissionais que trabalham nos Centros Pop, Abordagem Social e Serviços de Alta Complexidade com população em situação de rua de Salvador.

O evento aconteceu nesta terça-feira (11), no auditório da Unijorge, do bairro do Comércio, em Salvador, e contou com a presença da secretária estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Moema Gramacho, da superintendente de Assistência Social, Ângela Gonçalves, do presidente do Instituto de Saúde Integral (ISI-BA), Jurandir Ramos, e da defensora pública, Fabiana Miranda.

A capacitação faz parte do programa Bahia Acolhe, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), que até agora já capacitou 200 pessoas em Vitória da Conquista e Feira de Santana. “Temos uma dívida grande com essa população que se encontra em situação de extrema vulnerabilidade e o dever do Estado é criar caminhos para a sua inclusão, para que recupere a cidadania”, disse a secretária Moema Gramacho

Esperança

Segundo Maria Lúcia, a iniciativa vai possibilitar a esperança de inclusão, que representará uma nova vida para a população de rua, “principalmente porque a questão está sendo tratada de forma intersetorial, envolvendo também a saúde, o trabalho, com respeito e dedicação. Por isso, outros estados estão querendo aprender com a Bahia”, comentou.

Em Salvador, a qualificação dos profissionais, deflagrada na cerimônia desta terça-feira (11) será feita em duas etapas, sendo a primeira, no período de 3 a 5 de julho, e a segunda entre os dias de 25 a 27 do mesmo mês. A ação estará a cargo do ISI-BA, que vai monitorar e assessorar os alunos após os momentos presenciais, por meio de visitas mensais dos técnicos de referência aos municípios participantes e pela disponibilização de um sistema gerencial virtual.

“A Sedes nos envolveu nessa capacitação e isso é uma honra para nosso currículo”, afirmou o presidente do ISI-BA, Jurandir Ramos. Segundo ele, a socialização dessas experiências “possibilitará a melhoria do trabalho, contribuindo para a superação dos problemas vividos pelos moradores em situação de rua da Bahia e do Brasil”.