Com a frente fria que, desde a quinta-feira da semana passada (18), está estacionada em parte do estado da Bahia, e a conclusão de obras estruturantes voltadas para a captação de água em rios perenes e poços profundos, 42 cidades atendidas pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) deixaram de constar na lista de municípios que estão recebendo água em regime de racionamento. Agora, 53 municípios ainda enfrentam racionamento na distribuição de água tratada.

De acordo com o boletim de precipitação de quinta e sexta (18 e 19), divulgado pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), alguns municípios situados na faixa litorânea, de norte a sul do estado, apresentaram índices pluviométricos entre 10 e 65 milímetros de chuva.

Como a massa de ar fria ainda se encontra na Bahia, no final de semana outros municípios receberam chuvas, que chegaram a recuperar parcialmente o nível de alguns mananciais utilizados para abastecimento humano.

Adutoras

Outro fator decisivo para a diminuição do número de municípios em racionamento na distribuição de água foi a conclusão de obras estruturantes como a Adutora do São Francisco, um investimento de R$ 178 milhões, um dos maiores em abastecimento de água do Programa Água para Todos, que acabou com racionamento em 14 municípios da região de Irecê.

A implantação da Adutora de Pedras, em setembro do ano passado, e a recuperação parcial do nível da barragem de Pedras Altas, com as chuvas que caíram, foi outro empreendimento, no valor de R$ 59,4 milhões, que possibilitou retirar do racionamento alguns municípios da região do sisal.

A ampliação do sistema integrado de abastecimento de água da região de Serrinha, concluída no início deste mês, também possibilitou que a lista de municípios em racionamento não aumentasse, pois a oferta de água foi ampliada em sete municípios da região.

Para o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, em decorrência do planejamento de investimentos do Programa Água para Todos, o risco de desabastecimento de água potável não se concretizou em boa parte dos municípios do semiárido. “Esta, que é uma das piores estiagens dos últimos 60 anos, está tendo a garantia da distribuição de água potável em municípios que enfrentam sérios problemas, como perda total de rebanhos e da produção agrícola”.