Uma capacitação para fortalecer a educação ambiental dos moradores do Projeto de Assentamento Moca, localizado no município de Campo Formoso, foi realizada por técnicos de Assessoria Técnica Social e Ambiental (Ates) lotados na Gerência Regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) de Senhor do Bonfim, no início do mês.

Durante a atividade, direcionada a 18 famílias, foi criado um viveiro rústico na comunidade, que vai subsidiar a recuperação da mata ciliar do Rio Salitre por meio da produção de mudas agroflorestais.

A ação vai suprir a deficiência do assentamento em mudas agroflorestais e criar autonomia dos agricultores assentados. No encontro, os técnicos orientaram os participantes a produzirem suas próprias mudas, tanto para a arborização e sombreamento da comunidade como para o reflorestamento de áreas onde as espécies foram devastadas.

Segundo a engenheira agrônoma da EBDA, Telma de Magalhães, a atividade vai proporcionar o exercício do trabalho coletivo entre os assentados. “Nossa intenção é fornecer mudas para o enriquecimento e diversificação dos quintais dos assentados que já trabalham com produção irrigada”.

O viveiro rústico da comunidade vai produzir mudas de aroeira-do-campo, nim, sabiá, umburana-de-cheiro, pinheira, palmeira, mulungu, moringa oleífera e goiabeira, dentre outras espécies. “As boas práticas para produção de mudas recomendam a construção de viveiros que propiciem material de qualidade e mais vigoroso”, disse a engenheira.

De acordo com o técnico agropecuário da EBDA, Átila Rafael Soares, as capacitações contribuem para a melhoria da produção e do nível de conhecimento dos agricultores. “A produção de mudas pelos próprios assentados é uma alternativa de baixo custo que, com certeza, ajudará tanto na economia como na qualidade dos cultivos desenvolvidos na comunidade”.

Visando obter material botânico de qualidade, são observados critérios técnicos para a instalação dos viveiros, como local, disposição de forma regular e ambiente favorável às plantas, e para a produção, qualidade das mudas, sanidade e manejo, dentre outros itens. “É fundamental o acompanhamento do processo de produção, para quando as plantas forem transplantadas em local definitivo, apresentarem um bom desenvolvimento”, explicou o engenheiro Marcondes Martins, um dos responsáveis pela ação.