O secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, reconhece que as operações, que estão sendo realizadas no entorno de vários rios na Bahia, para garantir o equilíbrio no abastecimento de água para consumo humano, não são medidas fáceis, por conta dos prejuízos financeiros, porém, são necessárias. “Estas ações são preventivas para garantirmos água até o final do ano, quando estão previstas chuvas. A medida está em conformidade com a legislação federal de Recursos Hídricos, que determina o uso prioritário para abastecimento humano e dessedentação animal, em caso de escassez”, reforçou.

As operações, que já aconteceram no rio da Prata, em Seabra, no rio e nas barragens Água Fria I e II, em Vitória da Conquista, vão se estender para outras regiões da Bahia. Estão programadas, para a próxima semana, ações nos municípios de Várzea do Poço, Várzea da Roça e São José do Jacuípe.

Preocupação em Utinga

Na noite de quarta-feira passada (2), o secretário recebeu o prefeito Joyuson Vieira Santos, lideranças comunitárias, indígenas e empresários de Utinga (414 km de Salvador), que se declararam preocupados com a situação da seca e com a suspensão do uso da água do rio Utinga para fins econômicos.

O secretário explicou que a operação deflagrada no dia 26 de abril, em Utinga, foi para garantir água para consumo humano em toda a região da Bacia Hidrográfica do Paraguaçu, para Feira de Santana e Região Metropolitana de Salvador, uma vez que os rios da Chapada Diamantina, que formam a Bacia do Paraguaçu, são os principais alimentadores do Lago de Pedra do Cavalo, que está registrando, diariamente, um rebaixamento de dois centímetros.