Representantes de comunidades quilombolas dos municípios de Nova Viçosa, Ibirapuã, Itanhém, Cipó, Cachoeira, São Félix, Maragogipe e Governador Mangabeira encerraram no fim de semana, na Câmara Municipal de Cachoeira, no Recôncavo baiano, a VII Oficina de Formação de Lideranças Quilombolas.

O evento, que contou com a participação de mais de 50 quilombolas, foi organizado pela Coordenação de Apoio aos Povos e Comunidades Tradicionais, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), no âmbito do Programa Quilombolas, em parceria com o Conselho Estadual de Comunidades Quilombolas da Bahia.

O objetivo foi a qualificação das comunidades quilombolas para que possam estabelecer diálogos com as instâncias públicas e privadas visando à elaboração de projetos e políticas que as beneficiem.

Reflexão

Para Andreza Viana, 16, da comunidade quilombola do Kaonge, na zona rural de Santiago do Iguape, em Cachoeira, os encontros são importantes para que o quilombola conheça mais sobre os seus direitos e possa atuar no desenvolvimento de sua comunidade.

"Estamos organizados e participando ativamente de momentos como esse de reflexão e de troca de experiências com outras comunidades. Aqui, temos a oportunidade de aprender mais e disseminar este conhecimento para outros quilombolas da Bahia", disse a jovem.

Selma Silva dos Santos, 32, da comunidade quilombola de Engenho da Ponte, também no município de Cachoeira, contou que nem desarruma mais as malas quando o assunto é fortalecer as organizações quilombolas brasileiras. "Graças a Deus podemos contar com capacitações como essa e melhorar, cada vez mais, nossas comunidades. Estamos atentos às propostas de melhoria de nossa população, através do Conselho Estadual e do Conselho do Iguape. Por isso, é importante a iniciativa do Programa Quilombolas".

Projeto

Iniciado em 2009, o Projeto Quilombolas, da CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), está atuando junto às organizações quilombolas da Bahia, combatendo a pobreza rural e promovendo a inclusão, segundo o coordenador Antonio Fernando da Silva. As ações ocorrem em 100 comunidades remanescentes de quilombos localizadas prioritariamente nas áreas de atuação da CAR e dos Territórios de Identidade.