Para ampliar os debates sobre as culturas em desenvolvimento no Território de Identidade da Chapada Diamantina, em especial a do café, um grande número de pessoas, entre produtores rurais, lideranças políticas e empresariais, além de representantes do governo estadual, participou na manhã desta quinta-feira (28) da abertura do 3º Encontro dos Produtores Rurais de Barra da Estiva e região.

O governador Jaques Wagner esteve presente no evento que discute o tema “Desafio para a cafeicultura: produzir com qualidade, buscando alternativas e diversificação para a agricultura familiar”. O encontro continua até sábado (30), na Câmara de Vereadores do município, e discute assuntos a exemplo do uso correto do solo e novos mecanismos de produção que melhorem a qualidade, a competitividade e a industrialização.

Nos últimos quatro anos, o governo baiano entregou aproximadamente 210 despolpadores de café. E, no evento, Jaques Wagner anunciou a destinação de outras 250 máquinas para estimular a atividade no estado. “Minha obrigação enquanto governador é chegar perto do produtor, trazer tecnologia, financiamento, condições de comercialização para que as pessoas que vivem da agricultura possam agregar mais valor à produção”.

Ele falou também sobre a construção de uma barragem na região. “Estamos com projetos prontos para a construção de duas barragens. Vamos executar pelo menos um e entregá-lo nos próximos quatro anos”. Segundo o governador, o valor de um dos projetos é de quase R$ 20 milhões, porém “o importante é que pode gerar de oito mil a dez mil empregos”.

Temática

A programação do encontro inclui temática referente ao gado leiteiro e de corte, além de técnicas sobre adubação e manejo voltadas ao pequeno agricultor. A Secretaria da Agricultura (Seagri), por meio da Bahia Pesca e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (Ebda), apoia a realização das palestras, como informa o coordenador do evento, Álvaro Ferraz. Segundo ele, o encontro – a custo zero para os produtores – cresceu muito desde a primeira edição, em 2009.

Ferraz lembra que “a concentração é muito grande na cafeicultura. Vivemos um momento maravilhoso, mas poderão vir preços menores em breve. Nosso objetivo é desenvolver um projeto de diversificação com culturas que já deram certo aqui na região como a de maçã, morango e batata. Isso pode agregar condição de sustentabilidade”, disse. Atualmente, a Bahia ocupa a quarta posição nacional na produção da cafeicultura.

Logo no primeiro dia do encontro, muitos produtores rurais desembarcaram de ônibus em busca de novidades para aplicar na atividade rural. “Estou participando desse evento porque cresce o aprendizado da gente. Tanto que vou fazer um curso de fertilização de café”, disse o lavrador Ronaldo Araújo. 

Publicada às 11h25
Atualizada às 15h35