A consolidação da cadeia produtiva do artesanato, com o consequente desenvolvimento econômico e social dos povos tradicionais, é a principal conquista assinalada com o projeto das incubadoras temáticas, sob a coordenação do Instituto Mauá, em parceria com a Superintendência de Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Sesol/Setre).

Concebido em 2008, o projeto beneficiou diretamente 160 índios e remanescentes de escravos africanos – 70 kiriris no município de Banzaê, 40 tuxás em Rodelas e 50 quilombolas nas comunidades de Dandá e Palmares, em Simões Filho.

Em dois anos, o instituto efetivou visitas regulares às comunidades para orientar e subsidiar a produção, aplicando oficinas temáticas sobre desenvolvimento e design final dos produtos, identidade cultural, conceitos de associativismo e cooperativismo, manejo adequado da matéria-prima, educação ambiental e formação de preço.

O Mauá fez ainda a entrega de equipamentos e ferramentas de trabalho e a adequação dos espaços físicos, para o melhor desenvolvimento da atividade produtiva.

Agora, a partir do fomento em qualidade e competitividade, índios e remanescentes de quilombolas já estão comercializando as suas peças regularmente, em condições de igualdade no mercado.

A produção, inclusive, é uma das atrações da Feira Baiana de Artesanato, promovida pelo Instituto Mauá aos sábados e domingos (em fins de semana alternados), no Jardim dos Namorados, durante todo o verão – a próxima edição será em 12 e 13 de fevereiro. As peças também podem ser encontradas no Centro Público de Economia Solidária da Setre, no bairro do Comércio, em Salvador.

“Além de tornar a atividade artesanal fonte de renda para as comunidades, as incubadoras cumpriram com o objetivo de resgate e preservação das suas raízes históricas e culturais de tradições milenares”, declarou a diretora-geral do Mauá, Emília Almeida.