A produtividade média de sisal, no Estado, em 2010, após alguns investimentos, chegou a 1.200 quilos por hectare, indicando um crescimento, em relação a 2009, que alcançou 1.033 kg/ha. O sisal mostra o seu potencial para o estado, e, em particular, para a agricultura familiar. A planta apresenta potencial genético de produção que pode chegar a 2.500 kg/ha. Essa produtividade média apresentada em nota técnica pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) será considerada pela Conab para efeito de comprovação de produção.

Nos últimos dez anos, a produtividade de sisal variou muito na Bahia. A mais baixa foi verificada nos anos de 2002 e 2003, com 852 kg/ha. A reação de 2010 foi atribuída ao fato de o governo federal, através da Conab, instituir políticas de preço mínimo, que melhor remunera os custos de produção da cultura, ampliando a capacidade de investimento do agricultor.

“O governo do Estado tem fomentado políticas públicas que proporcionam ajuda financeira ao agricultor para realizar as práticas de cultivo e limpeza dos campos de sisal, resultando em melhores condições para a lavoura, e, consequentemente, desencadeando uma reação positiva em ganhos de produtividade”, explicou Evandro Oliveira, engenheiro agrônomo da EBDA.

O Brasil é o maior produtor de sisal do mundo, e a Bahia é responsável por 96% da produção de fibra nacional, seguida por Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O país também é o maior exportador. Estima-se que mais de 80% da produção nacional é exportada para mais de 50 países, sendo os principais importadores os Estados Unidos, China, México e Portugal.

Evandro Oliveira orienta os produtores que podem comprovar produtividade superior à informada, a solicitar, junto à Conab, a vistoria da EBDA nas suas fazendas, para efeito de conferência e possível aprovação.