A Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia (Sema) reúne esforços para formular ações e políticas públicas que assegurem a conservação da diversidade biológica do estado, bem como instrumentos que promovam o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, uma das ações prioritárias é a elaboração do Mapeamento das Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade na Bahia.

Coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), as atividades serão executadas durante um ano pelo Instituto de Estudos Socioambientis do Sul da Bahia (IESB).

A diretora de Unidades de Conservação da Sema, Marianna Pinho, explica que o mapeamento vai nortear a indicação de áreas para criação de novas Unidades de Conservação, porque será possível identificar os locais com maior relevância biológica e espécies ameaçadas de extinção.

“Com a realização deste mapeamento, o estado reconhece sua responsabilidade no ano Internacional da Biodiversidade, e honra o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção da Diversidade Biológica, assinado na Eco 92, realizada no Rio de Janeiro”, disse Mariana. Na ocasião, mais de 170 paises se comprometeram a desenvolver ações capazes de mitigar os danos à biodiversidade.

Bahia sai na frente
O pesquisador do Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia (IESB), Marcelo Araújo, informa que no Brasil poucos estados desenvolveram este instrumento. A Bahia iguala-se aos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro que já definiram suas áreas prioritárias para a conservação e as listas de espécies ameaçadas.

“Definir as áreas prioritárias para a conservação é uma garantia de que as atividades econômicas serão desenvolvidas com bases sustentáveis, e ao mesmo tempo, agiliza a tomada de decisão quanto à alocação de obras e empreendimentos econômicos”, defendeu Marcelo.

O mapeamento faz parte de um conjunto de ações que visam o desenvolvimento sustentável da Bahia, como o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), que permite localizar as áreas adequadas para a construção e aquelas que devem ser preservadas.

Para a diretora de Projetos do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Érika Campos, esta ação já é um reflexo do Termo de Cooperação Técnica assinado pelas autarquias ambientais do estado, que integra as atividades entre a Sema, o IMA e o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). Ela diz que o mapeamento se enquadra nas ações previstas no termo, que é a elaboração conjunta de peças técnicas, de estudos e pesquisas, com o objetivo de aprimorar e unificar os procedimentos ambientais.