A Lei 10.639/03, que obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas públicas do Brasil, foi um dos temas do encontro, sexta-feira (9), entre gestoras da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi) e professores do ensino médio dos Estados Unidos.

Articulada pelo Fulbright, programa de intercâmbio educacional do governo dos Estados Unidos, a atividade integra uma pesquisa sobre diversidade na educação, a partir de visitas a pontos estratégicos do país. Nesta edição, a excursão tem como focos a população afro-brasileira e a população indígena.

Além dos desafios para implementar a Lei 10.639 na Bahia, os educadores conheceram ações que resultaram na instituição do Grupo Intersetorial para Quilombos e da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Também tiveram acesso a informações sobre o Pró-Cotista, projeto voltado para a qualificação da permanência do estudante cotista na universidade. Mas a atuação da Sepromi junto aos quilombos foi a área destacada pela secretária de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros. “Apoiamos a organização das comunidades e articulamos a criação de unidades para tratar da questão quilombola em vários órgãos, o que facilitou a integração dessas comunidades nas políticas públicas”, disse.

Integrado por 12 mulheres e três homens, o grupo de professores se mostrou entusiasmado com o projeto da Sepromi, único órgão com status de secretaria na esfera de governo estadual em todo o país, cuja finalidade é promover a igualdade racial e de gênero.

Depois da Bahia, os educadores seguiram para o Rio de Janeiro, já tendo visitado comunidades quilombolas, como Vão das Almas, Mangueira e Bairro Alto, em Goiás, São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, além de São Paulo, Distrito Federal, e Ilha de Marajó, no Pará.

Bolsas de estudo
O Fulbright oferece bolsas de estudo para estudantes de pós-graduação e professores em todas as áreas do conhecimento. Até hoje, três mil brasileiros puderam estudar e viver nos Estados Unidos e 2,5 mil norte-americanos vieram fazer o mesmo no Brasil. O programa já concedeu mais de 255 mil bolsas de estudo, pesquisa e docência a cidadãos norte-americanos e de outros 150 países participantes.