Ao participar de um workshop com técnicos de agências de fomento em Salvador, o secretário da Fazenda, Carlos Martins – presidente do Conselho de Administração da Desenbahia – defendeu a criação de um banco nacional para o microcrédito porque “o BNDES não tem expertise nessa área, fundamental para o desenvolvimento econômicosocial, e não cumpre esse papel”.

Também propôs mais ações de capacitação para o microempreendedor e o combate à burocracia na área da microfinança. A reunião com a participação de técnicos e dirigentes de agências de fomento de vários estados começou na quarta-feira à noite (14) e prossegue até sexta-feira (16), no Golden Tulip Hotel, no Rio Vermelho. A promoção é da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE).

Estavam presentes, representantes de 11 agências de fomento e bancos de desenvolvimento. O economista da Desenbahia, Vitor Lopes, expôs as características de forte concentração setorial e espacial da economia baiana. “O desafio é uma agência de fomento atuar num estado como a Bahia em que 57% do PIB se concentram em apenas 10 municípios, seis deles na Região Metropolitana de Salvador”.

O gerente de Microfinanças da Desenbahia, Marcelo Mesquita, relatou como se deu o surgimento do Programa Estadual de Microcrédito – CrediBahia e o atual plano de expansão por meio de postos de atendimento em 170 cidades e o repasse de recursos para cooperativas de crédito no semiárido.

Nesta quinta (15), o grupo visita, em Feira de Santana, o posto de atendimento do CrediBahia, e segue para Serrinha, onde conhecerá a cooperativa de crédito que trabalha na região do semiárido. Segundo o superintendente da ABDE, Marco Antônio Lima, reuniões como a de Salvador já ocorreram em Santa Catarina e Espírito Santo.

O objetivo é analisar com profundidade as experiências diferenciadas visando o fortalecimento e expansão dos programas de microcrédito dos estados. O superintendente da Sebrae/BA, Edival Passos, afirmou que o microcrédito precisa ser fortalecido para tirar os microempreendedores das mãos “dos agiotas das empresas de factory que emprestam dinheiro a 25% ao mês”.